
Justiça! Após quase 18 horas de julgamento, réus são condenados por homicídio triplamente qualificado de Jean Carlos
O conselho de sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima —...
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Por Diego Cavalcante

O Tribunal do Júri de Assis Chateaubriand encerrou, por volta das 2h da madrugada desta terça-feira (12), o julgamento dos três acusados pela morte de Jean Carlos Siqueira Ferreira, ocorrida em junho de 2023. Foram quase 18 horas de sessão, marcada por depoimentos emocionantes, apresentação de provas e intensos debates entre acusação e defesa.
O conselho de sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima — e condenou:
- Danilo Sutil Alves: 30 anos de prisão, em regime fechado.
- Deivid Helry de Mattos: 30 anos de prisão, em regime fechado.
- Victor Matheus Alcalá de Haro Lamotta: 24 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado.
Jean Carlos foi morto com 18 golpes de faca, em plena via pública, na frente de uma loja de conveniência no centro da cidade. O crime, registrado por câmeras de segurança, chocou a comunidade pela brutalidade e covardia, conforme apontou a acusação.
Familiares e amigos acompanharam todo o julgamento, que teve início na manhã de segunda-feira (11) e se estendeu até a madrugada, encerrando um processo que mobilizou Assis Chateaubriand desde a data do crime.
O advogado Dr. Luciano de Souza Katarinhuk, assistente de acusação, avaliou a decisão como a resposta que a comunidade aguardava:
— “Finalizamos agora, às duas da manhã, esse julgamento tão polêmico de Assis Chateaubriand. A assistência de acusação, junto com o Ministério Público, atingiu o objetivo almejado. 30 anos de condenação para os dois réus que executaram o crime Danilo e David e 24 anos e 9 meses para o mandante desse crime, Victor. O objetivo, lógico, não traz de volta a vida do jovem Jean, Jean Carlos, mas traz um alento para a família de saber que a comunidade de Assis Chateaubriand, nesse dia, um dia exaustivo de 18 horas de julgamento, conseguiu atingir a justiça almejada, que era a condenação dos réus na pena próximo do máximo e no máximo legal.”
A sentença, lida pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, foi recebida com alívio por parte da família, que reiterou o sentimento de que a decisão representa um passo importante na busca por justiça.
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