
18 Facadas: Júri popular de acusados pela morte de Jean Carlos começa hoje
O advogado Dr. Luciano de Souza Katarinhuk, que atua como assistente de acusação, destacou a expectativa pela condenação dos réus.— “Em Assis Chateaubriand, hoje, vai começar...
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Por Diego Cavalcante

Começa nesta segunda-feira (11) o julgamento dos três homens acusados de matar Jean Carlos Siqueira Ferreira com 18 facadas, em junho de 2023, em Assis Chateaubriand. O caso, que chocou a comunidade pela violência e pela repercussão das imagens registradas por câmeras de segurança, será analisado pelo Tribunal do Júri da comarca local. A sessão está prevista para durar dois dias, com possibilidade de extensão.
O advogado Dr. Luciano de Souza Katarinhuk, que atua como assistente de acusação, destacou a expectativa pela condenação dos réus.
— “Em Assis Chateaubriand, hoje, vai começar o júri do Jean Carlos, os três homicidas eles já estão na cidade, a família está toda aqui reunida, os amigos. O que a assistência da acusação espera, confia, é que os três acusados, o que mandou matar, os dois que executaram, sejam condenados na pena no máximo legal. O crime foi bárbaro, o crime foi covarde, o crime está todo registrado e gravado e ele vai ser apresentado para conselho de sentença. A comunidade está reunida, a comunidade busca justiça, os familiares buscam justiça e a justiça, nesse caso, é a condenação na pena próximo do máximo legal. E é isso que a assistência da acusação vai fazendo durante todo esse dia. O júri está marcado para dois dias, segunda e terça-feira. Não sabemos se vai terminar nesse dia, mas já tem programado a terça-feira também. Enquanto isso, nós estamos firmes na acusação para, em favor da família, buscar a condenação dos três homicidas.”
Os pais de Jean Carlos falaram emocionados antes do início do julgamento.
— “Hoje estamos aqui esperando justiça pela morte do meu filho. Eu sei que não vai trazer ele mais de volta, mas o que eu mais peço é justiça. Confie no doutor Luciano e que tudo vai dar certo. Que Deus abençoe todos vocês e que peça justiça, meu Deus. Saiu minha esposa aqui, coração apertado, pedindo justiça. E todos os meus amigos aqui, todo mundo presente. Nós queremos mais justiça, que seja feita justiça. Porque isso é uma coisa que aconteceu, que não pode ser deixado assim, passar em branco na sociedade. Que é resultado e nós pais também queremos também.”
A tia de Jean reforçou o pedido.
— “Eu sou a tia do Jean e hoje nós estamos aqui pedindo justiça por ele, pela crueldade que fizeram com ele, que ele não merecia isso e nós estamos aqui para lutar por isso, por justiça.”
A prima também lembrou da personalidade da vítima.
— “Eu sou prima do Jean e hoje a gente está aqui só pedindo justiça pelo crime que foi feito com ele, por essa crueldade que tirou a vida dele. E tudo que a gente quer é justiça, o Jean era uma pessoa alegre, feliz, onde ele passava ele só fazia amizades e fizeram isso com ele, eles têm que pagar pelo que fizeram.”
O amigo de infância da vítima afirmou que o crime abalou toda a cidade.
— “Nós estamos aqui hoje porque nós queremos justiça, e eu conheço o Jean há muito tempo, ele é meu amigo de infância, a família tá aqui reunida, foi um crime bárbaro que chocou a nossa cidade, e esse tipo de atitude a gente não tolera em nossa cidade, no Brasil. Onde ele, sim, um menino que serviu a comunidade, serviu a família, serviu a República Federativa do Brasil, foi um menino exemplar, e por isso nós não aceitamos esse tipo de barbárie aqui na nossa cidade.”
O julgamento prossegue nesta terça-feira (12), caso não seja concluído ainda hoje, e deverá apresentar ao conselho de sentença todos os vídeos e provas coletadas durante as investigações. A expectativa da acusação e da família é que os réus recebam penas próximas ao máximo legal.
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