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MPPR ajuíza ações civis públicas por improbidade administrativa contra o prefeito de Mato Rico, investigado por desvios de recursos públicos na Operação Cercados

Nas ações ajuizadas, são relacionados 91 atos de improbidade administrativa que teriam sido praticados pelo prefeito, por três ex-secretárias municipais (dentre elas, a filha e uma......

Publicado em

Por Ministério Público do Paraná

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e da 2a Promotoria de Justiça de Pitanga, no Centro-Sul do estado, ajuizou nesta segunda-feira, 4 de agosto, duas ações civis públicas por ato de improbidade administrativa. As ações decorrem da Operação Cercados, que apura possíveis fraudes em licitações e desvios de recursos públicos no Município de Mato Rico, que integra a comarca de Pitanga. Investigações demonstraram a possível existência de um grupo integrado pelo prefeito de Mato Rico e agentes públicos de sua confiança que, a partir da criação de uma cooperativa de reciclagem e serviços de urbanismo, teria fraudado contratos e desviado recursos públicos.

Áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores

Nas ações ajuizadas, são relacionados 91 atos de improbidade administrativa que teriam sido praticados pelo prefeito, por três ex-secretárias municipais (dentre elas, a filha e uma sobrinha do prefeito), por uma servidora efetiva e pelo presidente da cooperativa. Os mesmos fatos fundamentaram o recente oferecimento de duas denúncias criminais pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPPR que imputaram aos mesmos réus a prática de 91 crimes de responsabilidade de prefeito. As apurações demonstraram que os ilícitos teriam resultado em enriquecimento ilícito da cooperativa criada e administrada pelo prefeito e demais réus, com danos ao patrimônio público de Mato Rico que, somados, ultrapassam R$ 209 mil.

Prisão – No último dia 25 de julho, o prefeito de Mato Rico teve sua prisão decretada pela segunda vez por descumprimento de cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça, que havia substituído a prisão anterior por cautelares de afastamento do cargo, proibição de ingresso em prédios públicos vinculados à administração municipal, proibição de contato com investigados, denunciados e testemunhas e recolhimento do passaporte. O prefeito encontra-se foragido, com o mandado de prisão pendente de cumprimento.

Já foram oferecidas pelo MPPR oito denúncias e nove ações civis em decorrência da Operação Cercados, realizada conjuntamente pelo Núcleo Criminal da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos e pelo Gepatria, com apoio da 2a Promotoria de Justiça de Pitanga e do Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Texto anterior

03/04/2024 – MPPR deflagra Operação Cercados com o cumprimento de 14 ordens de busca e apreensão nos municípios de Mato Rico e Roncador

[email protected]

Fonte: MPPR

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