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Liberdade negada para mulher ligada a duplo assassinato cometido no bairro Coqueiral

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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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O pedido de revogação da prisão preventiva de uma mulher acusada de participação em um duplo homicídio ocorrido no bairro Coqueiral, em junho de 2022, foi indeferido pelo Juiz Marcelo Carneval. A acusada, cuja defesa argumentou a ausência dos requisitos legais para a manutenção de sua prisão, não obteve sucesso em comprovar mudanças no cenário fático que justificassem sua soltura.

O Ministério Público, por sua vez, manifestou-se contrariamente ao pedido, sustentando a necessidade de manter a prisão preventiva. Segundo o magistrado, não houve apresentação de elementos concretos pela defesa que indicassem qualquer alteração relevante no caso. Reforçando essa posição, o juiz destacou a recente decisão de pronúncia que apontou indícios de autoria e prova da materialidade do crime, mantendo, assim, o decreto preventivo.

A situação da acusada se complica com evidências de possíveis relações financeiras com um grupo criminoso. Investigações indicam que ela realizou transferências bancárias para uma empresa e uma pessoa investigadas por supostas ligações com o crime organizado. Essa empresa, localizada na fronteira com o Paraguai, teria sido mencionada em comunicações do grupo criminoso como um ponto de internalização de drogas no Brasil.

Além disso, a acusada residia no mesmo endereço das vítimas, o que levanta suspeitas sobre sua possível participação no fornecimento de informações para a execução do crime. Diante desses elementos, o juiz Carneval concluiu que os requisitos para a prisão preventiva permanecem válidos, negando, portanto, o pedido de revogação ou substituição da medida.

Resumo do que aconteceu

Quem foram as vítimas do duplo homicídio no bairro Coqueiral, em Cascavel?
R: As vítimas foram Giovani Cabral e Isabel Bueno, mortos a tiros na noite de 29 de junho de 2022, na Rua Valdemar Bonn, bairro Coqueiral, em Cascavel.
Como o crime aconteceu e em que circunstâncias as vítimas foram mortas?
R: O casal estava chegando em casa em um Fiat Uno branco quando foi surpreendido e executado a tiros. Ambas as vítimas morreram no local, com várias perfurações na cabeça e tórax.
Qual era o relacionamento entre Giovani Cabral e Isabel Bueno?
R: Eles mantinham um relacionamento há aproximadamente um ano e moravam juntos na residência onde foram mortos.
Quem era o alvo principal do crime e por que Isabel Bueno também foi assassinada?
R: Segundo a Polícia Civil, o alvo principal era Giovani Cabral. Isabel Bueno teria sido morta como 'queima de arquivo', por ter presenciado o crime.
Quantos suspeitos já foram presos pelo duplo homicídio e quando ocorreram as prisões?
R: Pelo menos três suspeitos foram presos: uma mulher em setembro de 2023 e dois homens em julho de 2026, após mandados expedidos pela Justiça com base em provas da Polícia Federal.
O que levou à prisão dos dois suspeitos em julho de 2026?
R: As prisões foram autorizadas após o compartilhamento de provas pela Polícia Federal, indicando que os investigados participaram do fornecimento de armas e apoio logístico para a execução do crime.
Onde os suspeitos presos em 2026 foram localizados?
R: Um dos suspeitos foi preso em sua casa no bairro Brasília, em Cascavel. O outro já estava detido em Chapecó (SC), onde responde por outros crimes.
Quem foi condenado pelo duplo homicídio e qual foi a sentença?
R: O mandante do crime foi condenado pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2024 a 60 anos de prisão, com as qualificadoras de motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
A defesa do condenado recorreu da sentença?
R: Sim, o advogado de defesa, Claudio Dalledone Junior, recorreu da decisão em plenário, alegando que o julgamento foi tenso e trouxe 'elementos soltos'.
Qual a situação da mulher presa por envolvimento no crime?
R: O pedido de liberdade da mulher foi negado em fevereiro de 2024. O juiz apontou indícios de autoria, provas da materialidade do crime e possíveis relações financeiras com um grupo criminoso ligado ao tráfico de drogas.
Que indícios pesam contra a mulher presa pelo crime?
R: Ela teria realizado transferências bancárias para uma empresa ligada ao crime organizado e residia no mesmo endereço das vítimas, levantando suspeitas de que teria fornecido informações para a execução do crime.
Quais armas foram utilizadas no crime?
R: Duas armas diferentes foram usadas nas execuções de Giovani Cabral e Isabel Bueno.
O crime está totalmente esclarecido?
R: Não. A Delegacia de Homicídios segue investigando para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todos os detalhes do crime.
Houve mobilização de socorristas no local do crime?
R: Sim, socorristas e médico do Siate foram chamados, mas não puderam fazer nada, pois as vítimas já estavam mortas no local.
Para onde os corpos das vítimas foram levados após o crime?
R: Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Cascavel para necropsia e posterior liberação aos familiares.
O que aconteceu com o veículo das vítimas?
R: O Fiat Uno branco foi levado para a 15ª Subdivisão Policial de Cascavel para perícia.
Qual a relevância do crime para a cidade de Cascavel?
R: O caso chocou a cidade pela violência, envolvimento de crime organizado e pela execução de uma jovem estudante de Direito como 'queima de arquivo'.

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