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Estupro: pais precisam ficar atentos a sinais, diz especialista

Nessa quarta-feira (25) outro caso de abuso foi registrado. Desta vez, um adolescente de 13 anos teria levado uma criança de 3 anos para os fundos...

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Por Silmara Santos

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Estupro: pais precisam ficar atentos a sinais, diz especialista

Na última sexta-feira (20) um menino de nove anos foi abusado sexualmente no Ecopark Oeste por um homem de 19 anos que foi preso na segunda-feira (23).

Nessa quarta-feira (25) outro caso de abuso foi registrado. Desta vez, um adolescente de 13 anos teria levado uma criança de 3 anos para os fundos de uma residência no Bairro Cascavel Velho e cometido ato infracional análogo a estupro com penetração.

O adolescente foi apreendido e deve responder diante do Poder Judiciário.

Tendo em vista os casos recentes de estupro de vulnerável em Cascavel, a equipe da CGN conversou com a Psicóloga Poliana Herber que é especialista no assunto, além de ser Psicóloga Jurídica, perita Ad Hoc do TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) para falar sobre o assunto.

“A criança passa por uma ruptura da realidade dela, das memórias com as percepções, isso impacta na autoestima, confiança, impacta nas questões de personalidade, nas questões de noção de corpo, da estrutura corporal dela”, ressalta a especialista.

Ela explica que alguns sintomas podem ser notados nas crianças que sofrem esse tipo de trauma. São esses:

  • Isolamento;
  • Ansiedade;
  • Problemas na alimentação;
  • Alterações no sono;
  • Crises de estresse com gritos e impaciência;
  • Depressão;
  • Autolesão;
  • Pensamentos suicidas;
  • Dores físicas.

Segundo ela, se o abuso ocorre dentro de casa por algum familiar, quando o abusador chega no ambiente, a criança tende a sair daquele local e se isolar.

“Os pais, cuidadores, precisam ficar muito atentos a esses sinais. Além desses básicos, tem a questão da depressão, da autolesão. Algumas crianças começam a se machucar depois de sofrerem essa violência e pensamentos suicidas também aparecem”.

Ela explicou também que durante o tratamento psicológicos as crianças demonstram sinais com os brinquedos e chegam inclusive a falar do abuso.

Por outro lado, as crianças podem não trazer o conteúdo emocional, mas apresentam dores físicas que indicam a agressão sexual, como por exemplo dores nos órgãos genitais, infecções, podendo até ter gravidez precoce.

Neste caso é importante que sejam utilizadas técnicas para que a criança não fique revivendo o abuso.

“As pessoas devem procurar os locais que oferecem esse atendimento como o Caps, atendimento de saúde, exame clínico-médico, exame com o médico legista no IML (Instituto Médico Legal) para que ele faça o documento apropriado para a situação. A segurança pública, assistência social e a escola”.

Ela conta ainda que o número de crianças abusadas aumentou em mais de 60% durante a pandemia e que por isso é necessário ter o cuidado com as crianças para que elas recebam tratamento adequado.

Denúncias sobre abuso podem ser repassadas diretamente para a polícia ou de forma anônima pelo Disque 100, um serviço público que atende todo tipo de violação de direitos humanos.

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