
Pós-estupro: saiba como está sendo atendido o menino abusado
“Infelizmente aconteceu esse episódio, que foi atendido pelo Nucria [Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes], que demandou à rede e por...
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Por CGN

A comunidade cascavelense viveu dias de tristezas na última semana com o crime de estupro cometido contra um menino de 9 anos na Região Oeste da cidade. O abusador foi preso ontem (23), quatro dias após o fato, mas as sequelas ficarão para sempre com a vítima e a família da criança. Para ajudar a superar o caso há toda uma rede de apoio, formada por assistentes sociais e psicólogos, além de outros serviços, e a criança já está sendo assistida por ela.
“Infelizmente aconteceu esse episódio, que foi atendido pelo Nucria [Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes], que demandou à rede e por ser uma violação de direitos vai para a Assistência Social, que presta atendimentos por meio do Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], que atende desde crianças a idosos e trabalha com o fortalecimento do vínculo familiar”, explica o secretário de Assistência Social, Hudson Moreschi.
Dentro dos serviços disponibilizados pela Assistência Social também está a Escuta Especializada, que conta com profissionais que ouvem o relato da vítima e elaboram o relatório que será válido para toda a rede de apoio. Assim, a vítima não precisa reviver o trauma.
“Nesse caso provavelmente houve o encaminhamento para o Caps [Centros de Atenção Psicossocial], serviço psicológico que é oferecido pela Secretaria de Saúde, e o atendimento é continuado e de médio a longo prazo, conforme avaliação da equipe técnica”, continua Hudson.
Conselho Tutelar
Acionado primeiramente no caso do menino abusado no Santa Cruz, o Conselho Tutelar tem como papel proteger a criança. O serviço é referência em se tratando de crianças e adolescentes e foi lembrado de imediato pelo homem que encontrou o menino logo após o crime.
Como não foi uma violação de direito no ambiente interno, familiar, coube aos conselheiros tutelares notificarem o caso aos órgãos competentes, o Nucria, no caso, por se tratar de um crime, e monitorar e acompanhar se o menor está sendo atendido pela rede.
Quando o crime ocorre no ambiente familiar, a criança pode ser acolhida ou outras medidas tomadas para interromper a violação de direitos, como um pai agressor ser retirado de casa.
Aconteceu, e agora?
O caso do menino no Santa Cruz ganhou repercussão e gerou repulsa porque foi exposto, mas muitos outros acontecem e não são denunciados. Casos assim violam o direito da vítima a receber atendimento pela rede assistencial e impedem que o abusador seja preso, ou permitem que ele continue cometendo crimes.
Por isso, na hipótese de violação de direitos, denuncie! O Governo Federal oferece o Disque 100 como canal seguramente sigiloso e efetivo na verificação de denúncias.
Além disso, Cascavel conta com três sedes do Conselho Tutelar: Sul: 98813-5799; Oeste: 98431-6353; e Leste: 99972-0662.
Já na hipótese de crime, com necessidade de intervenção imediata, acione a Polícia Militar pelo telefone 190 ou a Guarda Municipal pelo número 153.
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