CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a No MUPA, mês da mulher é comemorado com bordadeiras e produtoras de cataia
Produtoras de cataia do Paraná estão na programação do Mês da Mulher no MUPA, compartilhando conhecimentos tradicionais.Foto: Divulgação/Museu Paranaense

No MUPA, mês da mulher é comemorado com bordadeiras e produtoras de cataia

O MUPA foi inaugurado em 25 de setembro de 1876 e é um dos mais antigos do Paraná. O acervo tem mais de 500 mil obras.......

Publicado em

Por CGN

Publicidade
Imagem referente a No MUPA, mês da mulher é comemorado com bordadeiras e produtoras de cataia
Produtoras de cataia do Paraná estão na programação do Mês da Mulher no MUPA, compartilhando conhecimentos tradicionais.Foto: Divulgação/Museu Paranaense

O Mês da Mulher no Museu Paranaense (MUPA) é marcado por programação especial de mesas-redondas e oficinas, em diálogo com duas exposições em cartaz no espaço: “Ante Ecos e Ocos” e “Nosso Estado: Vento e/em Movimento”. As ações mostram a arte de bordadeiras e produtoras de cataia (erva medicinal tradicional do Litoral do Paraná e de São Paulo) e contribuem com a circulação de vozes e vivências das mulheres que protagonizam essas duas mostras com seus saberes e fazeres tradicionais. As atividades são gratuitas e abertas a todos os públicos.

O MUPA foi inaugurado em 25 de setembro de 1876 e é um dos mais antigos do Paraná. O acervo tem mais de 500 mil obras. A área total é de 4.700 metros quadrados, que abriga mostras temporárias e de longa duração, laboratório, auditório, biblioteca e três reservas técnicas.

Confira a agenda do MUPA:

DIA 11 – sábado: mesa-redonda “Deslocamentos pela margem”, às 16h. Será uma fala interativa entre público e representantes da Associação das Mulheres Produtoras de Cataia da Barra de Ararapira, de Guaraqueçaba, no Litoral. Um diálogo transversal sobre cultura tradicional caiçara, cultura alimentar popular, economia familiar e gênero, construindo reflexões a partir da condição de mulheres trabalhadoras caiçaras e das singularidades do seu ofício com a planta.

DIA 12 – domingo, às 11h: as Mulheres Produtoras de Cataia farão uma apresentação da planta e a partir do manuseio das folhas irão discutir suas características, sazonalidades e usos domésticos, como a cachaça, o chá e o tempero. O público também poderá conhecer as etapas dos diferentes processos produtivos envolvidos em cada produto. Essa oficina é destinada a adultos e crianças (acompanhadas pelos responsáveis).

DIA 25 – sábado: haverá a mesa-redonda “Construindo narrativas”, a partir das 16h. A mesa será composta pelo grupo de mulheres que realizou os bordados presentes na mostra “Ante Ecos e Ocos”, inaugurada em novembro de 2022. Produzidos por bordadeiras residentes em Curitiba e na região metropolitana, os bordados mesclam experiências do contato delas com o acervo do museu e suas próprias histórias e trajetórias de vida.

DIA 26 – domingo: às 10h, a artista Eliane Brasil realizará uma oficina de bordado livre, criando um momento de troca entre a técnica e a experiência de cada participante. Para participar dessa oficina é necessário inscrever-se previamente, mas não há pré-requisitos. A atividade é destinada para todos os públicos.

Conheça as bordadeiras:

Emilaine de Oliveira, 35 anos, candomblecista de Oiá, Odé e Oxum, nascida em Curitiba, atualmente mora em Almirante Tamandaré. Bordadeira e costureira, Emy se inspira na figura de sua mãe, a qual considera um exemplo de mulher forte.

Stephanie Paes, curitibana preta de 29 anos, é designer de moda, fundadora da Balejo, criadora de conteúdo, dançarina, cantora e compositora de tempos em tempos. Vai aonde a criatividade a levar.

Valdelice Rosa dos Santos tem 60 anos e nasceu na cidade de Barra, na Bahia, mas mora no Paraná desde 1989. Já trabalhou em diversas áreas: foi comerciante, cuidadora de idosos, atuante em ONGs, mas atualmente trabalha como artesã e é apaixonada pelos diversos artesanatos como bordados, crochê, tricô, costuras criativas e tradicionais.

Angela Terezinha Costa é nascida em Curitiba, cresceu no bairro do Pilarzinho, do qual se mudou depois de casar, e atualmente retornou para ficar próxima de sua mãe. Angela trabalhou como técnica de enfermagem desde muito jovem, atuando em UTIs e emergências. Após 37 anos trabalhando em hospitais, aposentou-se. Hoje é secretária do voluntariado, pela escola de filosofia Nova Acrópole, na qual também é aluna e instrutora. Tem 3 filhos e 4 netos. Começou a bordar com 9 anos de idade, por hobby, e sempre teve interesse em trabalhos manuais.

Eliana Brasil nasceu em 1973, em Belo Horizonte. É graduada em Artes Visuais pela UFPR (2019), integra o Coletivo Ero Erê Mulheres Artistas, junto a outras artistas negras em Curitiba. Apresenta em seus trabalhos questões pertinentes à memória, afetividade e pertencimento. Sua poética também aborda a autoafirmação e a construção da identidade da mulher preta. Ela se expressa por meio da performance, da escrita e de instalações têxteis, pensando nas possibilidades de intersecção da arte têxtil com as linguagens da pintura e escultura. Ativista da identidade racial e pertencimento da população negra, integra desde 2016 a Rede de Mulheres Negras do Paraná – RMN-PR.

Conheça as produtoras de cataia:

O grupo é composto por mulheres representadas por Shirlei Pinto, Edina Aparecida Santana, Rosinilda Santana e Janice Martins que são responsáveis pelas etapas elementares da manufatura, desde a extração da matéria-prima na mata até a comercialização da cachaça e das folhas secas.

Em 2022 o MUPA inaugurou a exposição “Nosso Estado: Vento e/em Movimento”, na qual foi possível conhecer, em vídeo, a narrativa de Rose Santana, membro da associação, e de todas as integrantes em ação, dentro da mata, coletando as folhas de cataia.

A erva medicinal cataia curtida em cachaça compõe uma bebida muito popular no Litoral do Paraná e no Litoral de São Paulo, e que leva o mesmo nome da planta. A sua incidência nas matas da comunidade Barra de Ararapira, que fica na ponta norte da Ilha de Superagui, somada às influências das tradições alimentares locais e ao incentivo de órgãos governamentais, influenciou um grupo de mulheres a iniciar uma produção comercial envolvendo a folha.

Patrícia Martins, doutora em Antropologia Social pela UFSC e docente no IFPR, campus Paranaguá, vem atuando há mais de 20 anos junto das populações tradicionais do território cultural caiçara e fará a mediação da mesa.

Serviço:

Local: Museu Paranaense

Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba, PR

Atividades gratuitas para todos os públicos

Mesa-redonda “Deslocamentos pela margem”. Não é necessário fazer inscrição prévia.

Data: sábado (11)

Horário: 16h

Oficina sobre cataia com grupo Mulheres Produtoras de Cataia. Não é necessário fazer inscrição prévia. Crianças devem estar acompanhadas de seus responsáveis.

Data: domingo (12)

Horário: 11h:

Mesa-redonda “Construindo narrativas” com bordadeiras da exposição “Ante Ecos e Ocos”. Não é necessário fazer inscrição prévia.

Data: sábado (25)

Horário: 16h

Oficina de bordado livre com artista artista Eliane Brasil. Inscrições por este link. Oficina destinada a todos os públicos, sem pré-requisitos.

Data: domingo (26)

Horário: 10h.

Fonte: AEN

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN