CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Dia Mundial da Mulher na Ciência: cientistas paranenses destacam desafios e conquistas
Conquistas e desafios são lembrados no Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência - Na foto, pesquisadora e professora de Genética da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Angelica Beate Winter BoldtFoto: Fundação Araucária

Dia Mundial da Mulher na Ciência: cientistas paranenses destacam desafios e conquistas

“Neste século, tivemos um aumento expressivo no número de doutoras e pesquisadoras no Estado. Dos 21 mil doutores, cerca de 5,5 mil são mulheres. E esperamos......

Publicado em

Por CGN

Publicidade
Imagem referente a Dia Mundial da Mulher na Ciência: cientistas paranenses destacam desafios e conquistas
Conquistas e desafios são lembrados no Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência - Na foto, pesquisadora e professora de Genética da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Angelica Beate Winter BoldtFoto: Fundação Araucária

No Paraná, a participação das mulheres no desenvolvimento da ciência e tecnologia está cada vez mais em evidência – realidade a ser comemorada no Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, neste sábado, 11 de fevereiro. Dos 986 convênios vigentes da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico para projetos com instituições de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), 435 (44%) são coordenados por pesquisadoras. Das bolsas de pesquisa e extensão, cerca de 40% são de mulheres – em torno de 4.500 do total de 8.800.

“Neste século, tivemos um aumento expressivo no número de doutoras e pesquisadoras no Estado. Dos 21 mil doutores, cerca de 5,5 mil são mulheres. E esperamos que aumente até chegarmos a um número compatível com o percentual de mulheres na sociedade”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

“Há muita dedicação e muita entrega para fazer com que, realmente, a ciência e a tecnologia estejam à disposição da nossa sociedade e, cada vez mais, contribuam com o desenvolvimento socioeconômico da população paranaense e brasileira”, completou Wahrhaftig.

Para aumentar esse fomento, o Governo do Estado lançou o programa Mulheres Paranaenses: Empoderamento e Liderança, articulado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e financiado pela Fundação Araucária. Ele promove o apoio financeiro a instituições de ciência e tecnologia paranaenses para projetos que tenham o público feminino como beneficiário.

Lançada em 2022 a ação resultou no desenvolvimento de 86 projetos de extensão e pesquisa acadêmicas focados no empoderamento feminino. Pesquisadores e extensionistas de 13 diferentes instituições de ensino superior e de pesquisa do Paraná contam com um orçamento de R$ 4 milhões para o desenvolvimento de seus projetos.

As mulheres também participam com protagonismo dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs). Eles são direcionados para atender demandas setoriais, regionais e estaduais, de forma integrada, para melhorar o aproveitamento de ativos paranaenses. A ênfase do trabalho está na melhor mobilização e integração entre pesquisadores, empresas líderes, terceiro setor dentro de temas específicos, como Biogás, Nanotecnologia, Recursos Genéticos e muitos outros.

DEDICAÇÃO E DESAFIOS – E alguns dos exemplos dessas mulheres são incríveis. O sustento da família e o tempo disponível para balancear filhos e demandas da carreira foram os principais desafios enfrentados pela pesquisadora e professora de Genética da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Angelica Beate Winter Boldt. Ela é mãe de três.

“Por vezes, o sonho de me tornar pesquisadora foi sustentado pelo meu marido. Marcos também me acompanhou em 2002 para o doutorado integral na Alemanha (com bolsa do CNPq e adicional para dependentes) e ficou cuidando dos dois filhos pequenos, um com cinco e outro com um ano e meio, enquanto eu trabalhava no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de Tübingen”, conta.

Segundo ela, ao longo dos 27 anos como pesquisadora – dos seus 49 – a obtenção de fomento para realizar os projetos de pesquisa foi outro grande desafio. “Esta situação tornou-se mais tranquila a partir de 2016, quando surgiu o projeto Mennogen, que considero ser o marco zero do período mais maduro da minha carreira”, afirma

O projeto visa a descrição e investigação do perfil genético associado a padrões epidemiológicos das comunidades menonitas latino-americanas. Ele começou sem fomento, mas em seguida houve incremento com colaborações nos Estados Unidos e Alemanha, até chegar ao NAPI Genômica ou Genomas Paraná, da Fundação Araucária e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Atualmente ela toca o projeto MedEpiGen, aprovado no edital de pesquisa para o SUS e de âmbito estadual, com colaborações de cinco universidades do Interior do Estado. O Genomas Paraná é uma iniciativa inédita de pesquisa científica e tecnológica no Brasil, que pretende descrever o perfil genético e epidemiológico da população. Ele envolve mais de 400 pesquisadores.

“Políticas públicas que possibilitem o exercício da maternidade e da carreira acadêmica são frutíferas. Sei por experiência própria que ambas são perfeitamente conciliáveis e enriquecem tremendamente a trajetória de vida”, completa.

FORÇA FEMININA – Desde muito pequena a pesquisadora Carla Forte Molento sempre gostou de aprender sobre as coisas e tentar entender como o mundo funciona. “Dizia que queria fazer pesquisas sobre animais desde antes de entender como isso poderia ser feito. E o apoio da minha mãe foi fundamental”, conta a hoje coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias e do Laboratório de Bem-Estar Animal da UFPR.

Casada com um pesquisador e mãe de três filhos, ela acredita que ações inclusivas para aumentar o número de cientistas são fundamentais. Segundo Carla, cientista há 19 anos, a força feminina é grande em sua área de pesquisa, de Proteínas Alternativas, também tema de um Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação apoiado pela Fundação Araucária.

Um grande desafio para ela foi perceber como os animais eram e ainda são tratados no ambiente acadêmico-científico e também em várias outras práticas amplamente difundidas, como produzir alimentos. “Quanto mais competência e efetividade eu tiver em meu trabalho, mais eu poderei contribuir para atenuar as atrocidades que ainda são cometidas a cada ano”, explica Carla Molento.

INSPIRAÇÃO – Histórias como a das pesquisadoras atravessam gerações e inspiram a jovem Ana Luiza Goularte da Silva, de 18 anos. Estudante de escola pública e moradora de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, ela é caloura no curso de Nutrição da UFPR.

Com o projeto “Políticas Públicas para Educação Sexual e Pobreza Menstrual no Brasil: Um estudo de caso em instituições de ensino no Paraná”, Ana Luiza tem participado de feiras de ciências desde o início da pandemia, quando se interessou ainda mais pela ciência.

“Ser mulher e fazer ciência é um ato de resistência muito grande. Eu quero ser uma cientista”, afirma a jovem, que integra um grupo de meninas que conquistaram o primeiro lugar em Ciências Sociais Aplicadas na edição de 2021 da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiências), promovida pela Itaipu Binacional em parceria com universidades públicas.

“Durante a pandemia vimos a importância da ciência no desenvolvimento das vacinas e a importância das universidades. Para mim a ciência é essencial porque você ajuda a mudar o mundo”, relata.

Fonte: AEN

Notícias Relacionadas:

Faculdade pública em SP seleciona alunos para carreira científica
Faculdade pública em SP seleciona alunos para carreira científica
Lula sanciona liberação de R$ 22 bi de fundo para ciência e tecnologia
Lula sanciona liberação de R$ 22 bi de fundo para ciência e tecnologia
Política brasileira não enxerga ciência como solução, diz pesquisadora
Política brasileira não enxerga ciência como solução, diz pesquisadora
Editais da Fundação Araucária para incentivar eventos científicos ainda estão abertos
Editais da Fundação Araucária para incentivar eventos científicos ainda estão abertos
Pesquisador paranaense participa da Conferência do Oceano da ONU 2025, na França
Pesquisador paranaense participa da Conferência do Oceano da ONU 2025, na França
Prazo para as inscrições no Tecnova III é prorrogado até 1º de julho
Prazo para as inscrições no Tecnova III é prorrogado até 1º de julho
Programa Ganhando o Mundo da Ciência abre inscrições para intercâmbio na Holanda
Programa Ganhando o Mundo da Ciência abre inscrições para intercâmbio na Holanda
Paraná e consórcio de universidades do Canadá discutem parcerias em ciência
Paraná e consórcio de universidades do Canadá discutem parcerias em ciência
Estado promove workshop sobre transferência e precificação de tecnologias
Estado promove workshop sobre transferência e precificação de tecnologias
Inscrições para o 38º Prêmio de Ciência e Tecnologia encerram no dia 7 de julho
Inscrições para o 38º Prêmio de Ciência e Tecnologia encerram no dia 7 de julho
Paraná busca parcerias na Ásia com foco em ciência e tecnologia aplicadas ao agro
Paraná busca parcerias na Ásia com foco em ciência e tecnologia aplicadas ao agro
Tecpar moderniza infraestrutura de laboratórios para ampliar produção tecnológica
Tecpar moderniza infraestrutura de laboratórios para ampliar produção tecnológica
Tecpar moderniza infraestrutura para ampliar produção científica e tecnológica
Tecpar moderniza infraestrutura para ampliar produção científica e tecnológica
Paraná apresenta escritórios de engenharia das universidades em eventos de construção ciivl
Paraná apresenta escritórios de engenharia das universidades em eventos de construção ciivl
Paraná leva inovação em engenharia e arquitetura a um dos maiores eventos de construção
Paraná leva inovação em engenharia e arquitetura a um dos maiores eventos de construção
Melhoramento genético da raça Purunã deve ampliar oferta e elevar qualidade da carne
Melhoramento genético da raça Purunã deve ampliar oferta e elevar qualidade da carne
Projeto Genomas Paraná já sequenciou 1,2 mil amostras da população de Guarapuava
Projeto Genomas Paraná já sequenciou 1,2 mil amostras da população de Guarapuava
Com novo arranjo, Estado investirá R$ 4,2 milhões para pesquisar o setor aeroespacial
Com novo arranjo, Estado investirá R$ 4,2 milhões para pesquisar o setor aeroespacial
Obra do parque tecnológico do Tecpar em Maringá alcança 25% de execução
Obra do parque tecnológico do Tecpar em Maringá alcança 25% de execução
Brasil ocupa 13º lugar em ranking de publicações acadêmicas sobre IA
Brasil ocupa 13º lugar em ranking de publicações acadêmicas sobre IA
Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN