
Vítima e acusado dão suas versões sobre a tentativa de homicídio na Rua Rio da Paz
Homem é baleado na Rua Rio da PazTentativa de homicídio na Rio da Paz: sete testemunhas e o acusado serão ouvidos hoje (16) A equipe da CGN...
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Na segunda-feira (16) aconteceu a audiência de instrução e julgamento do caso de tentativa de homicídio registrado na Rua Rio da Paz em outubro de 2018. Foram ouvidas as testemunhas, a vítima e o acusado L.A.R.F. de 21 anos de idade.
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A equipe da CGN obteve acesso aos depoimentos prestados pela vítima pretendida e o acusado durante o ato processual praticado no início da semana. Confira as versões dos fatos:
O que diz o acusado?
O acusado, em juízo, disse que, alguns dias antes de efetuar os disparos de arma de fogo na Rua Rio da Paz, ele estaria conduzindo uma moto, quando furou uma preferencial e foi atropelado pela pessoa que pretendia atirar.
Ele relatou que o motorista que o atropelou chamou a ambulância e levou a moto para a sua casa, sem a autorização de L.A.R.F. Após o atropelamento e após o acusado ter saído do hospital, as partes conversaram e teriam se tratado com respeito e educação para se acertarem quanto aos prejuízos.
O acusado afirmou que, para conseguir a moto de volta, o homem estaria pedindo a quantia de R$ 3.500,00, no entanto, como L.A.R.F. não tinha essa quantia à vista, os ânimos começaram a ficar exaltados entre eles.
Ele já fez errado em pegar a minha moto, porque eu não autorizei, nós poderíamos ter entrado em um assunto, a gente poderia ter conversado, porque eu não sou bicho, mas ele já veio na ignorância. Eu sei que estou errado também. Não sou santo, o que eu fiz não tem como pedir desculpa, agi no calor da emoção. Estava com vários problemas na minha mente, não sei se drogado. Uma coisa é fato: eu não fui para matar ele.
Acusado
O acusado reafirmou e confessou que não foi até a distribuidora de bebidas com a intenção de matar, pois apenas queria dar um susto e, por ter atirado na diagonal utilizando uma pistola com seletor de rajadas, que teria sido emprestada, acabou efetuando mais de 10 disparos e acertando outra pessoa.
O que diz a vítima pretendida?
A vítima pretendida, J.S., contou que estava assando espetinhos com amigos e clientes, quando escutou os disparos. Ao perceberem os tiros, eles fugiram e pediram que os vizinhos acionassem a polícia.
Antes dos fatos, ele relatou que o acusado bateu contra o seu Fusca, ao furar uma preferencial, sendo que acionou o Siate para prestar socorro e disse que acabou levou o Fusca e a moto para a sua casa na intenção de acertar os prejuízos em outra oportunidade.
Cerca de duas semanas depois, eles começaram a conversar, de maneira tranquila, via aplicativo de mensagens. Em determinado momento, o acusado teria falado para ele vender ou desmontar a moto, pois L.A.R.F. não tinha mais interesse no veículo: “pra mim, ali morreu a conversa, pois ele não tinha condições de pagar o conserto do Fusca”.
Porém, duas semanas depois, o acusado apareceu na loja e efetuou os disparos. A vítima relatou que não estava esperando esta atitude, apenas que o acusado chegou atirando:
Na minha cabeça ele confundiu, porque se ele tivesse mirado em mim, ele tinha me matado. No momento do acidente, ele não sabia quem era eu e quem era meu irmão. A gente não chegou a olhar olho no olho depois do acidente. Quando ele chegou, ele mirou no meu irmão.
Vítima pretendida
Depois da audiência, o juiz Marcelo Carneval, da 1ª Vara Criminal de Cascavel, pronunciou o acusado, de modo que ele será julgado perante o Tribunal do Júri em sessão a ser agendada.
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