CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Curitiba – Curitiba fará suplementação de R$ 110 milhões aos hospitais filantrópicos da rede SUS em 2023

Curitiba – Curitiba fará suplementação de R$ 110 milhões aos hospitais filantrópicos da rede SUS em 2023

O novo aporte visa apoiar a sustentabilidade econômico-financeira destas instituições para que haja a continuidade dos atendimentos no município de Curitiba neste ano e......

Publicado em

Por CGN

Publicidade
Imagem referente a Curitiba – Curitiba fará suplementação de R$ 110 milhões aos hospitais filantrópicos da rede SUS em 2023

O prefeito Rafael Greca anunciou, nesta terça-feira (13/12), durante evento no Palácio 29 de Março, uma nova suplementação de R$ 110 milhões que será paga aos hospitais filantrópicos da rede SUS de Curitiba no ano de 2023. O recurso complementa o repasse extra de R$ 37 milhões já realizado em 2022.

O novo aporte visa apoiar a sustentabilidade econômico-financeira destas instituições para que haja a continuidade dos atendimentos no município de Curitiba neste ano e no próximo ano, considerando o atual contexto de crise econômica, aumento de custos de insumos, limitação por parte do governo federal no financiamento da assistência hospitalar de média e alta complexidade, além do fim do repasse do governo federal para o combate à covid-19.

De acordo com o prefeito Rafael Greca, a suplementação é possível de ser realizada por Curitiba neste momento, pelo fato de o município gozar de estabilidade financeira e contar com o apoio da Câmara Municipal.

“Nós temos uma situação financeira razoável, a cidade está com tudo equacionado, as contas estão pagas e a Câmara tem sido muito parceira da Prefeitura nas votações de verbas e suplementações”, afirmou o prefeito. “Nós vamos procurar enfrentar o ano de 2023 com o mínimo de turbulência”, disse ele.

A secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, pontuou durante a cerimônia que “os hospitais filantrópicos são uma ala do sistema bastante importante e estratégica”. “Sem o trabalho deles, nós não teríamos a pujança do SUS de Curitiba. E esse grupo, juntamente com a nossa equipe, se mostrou ser de bravos guerreiros para enfrentar os piores momentos da pandemia. E, hoje, além das questões relativas à covid-19, há o estoque de problemas de saúde não atendidos nestes últimos dois anos. Isso reflete de maneira expressiva nos atendimentos”, afirmou.

Repasses

Em 2023, a suplementação estará dividida em dois grupos de recursos. No primeiro grupo serão R$ 36 milhões, divididos em três parcelas de R$ 12 milhões, de janeiro a março. Esse recurso visa suplementar o financiamento da assistência hospitalar de média e alta complexidade, cujos valores repassados pelo governo federal estão aquém do custeio real.

O restante de R$ 74 milhões irá compor um auxílio financeiro temporário aos hospitais filantrópicos da rede de urgência e emergência, que será pago de janeiro a dezembro de 2023, sendo R$ 6,1 milhões ao mês, para o apoio do custeio das instituições, considerando o momento econômico atual de crise e de pós-pandemia, minimizando o desequilíbrio financeiro dos contratos com o SUS Curitibano.

Financiamento do SUS

De acordo com Beatriz, o país vive “uma realidade crítica no que diz respeito ao financiamento do Sistema Único de Saúde por parte da gestão pública federal, uma vez que os repasses não suprem a quantidade de recursos que precisamos”.

A secretária pontuou que Curitiba, então, vem aportando recursos do próprio orçamento sempre a mais daquilo que é a previsão constitucional dos 15%. “O prefeito Rafael Greca, desde que assumiu, sempre colocou a Saúde como prioridade”, afirmou. A verba da Saúde passou de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,5 bilhões ao longo da gestão do prefeito Rafael Greca.

Neste sentido, a secretária ressaltou a importância da contribuição dos outros entes federados no financiamento do SUS. “Essa nossa resolução não é mágica e não é definitiva. Ela é temporária”, afirmou. “Precisamos que os prestadores se juntem a nós, e aos deputados estaduais e federais, na luta para conseguir junto ao governo estadual e federal para incorporar recursos no repasse à saúde municipal”, complementou a secretária.

Tesouro Municipal

Os valores da nova suplementação anunciada serão pagos por meio do Fundo Municipal de Saúde, sendo o Tesouro Municipal a fonte dos recursos. Os valores que serão repassados especificamente a cada instituição serão definidos a partir de critérios técnicos previstos em resolução específica, levando em conta o porte de cada hospital e serviços oferecidos à rede SUS.

De acordo com Beatriz, o recurso do Tesouro Municipal vem de impostos de menor calibre no cenário nacional, mesmo assim é o município que está arcando atualmente com cerca de 55% dos recursos da Saúde. “Isso é uma carga bastante grande para o município”, avalia a secretária.

O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Cristiano Hotz, mencionou o impacto que as alterações para o IPTU trazem para o custeio da Saúde.

“Temos a coragem de sermos fortes e não temos medo de decidir. Temos a prudência de fazer. Nós estamos fazendo uma revisão da planta genérica do IPTU e não aumentando imposto. É esse dinheiro que vai para a ponta do atendimento da população de Curitiba”, disse.

“Os vereadores que votaram contra as alterações no IPTU não querem verbas para a Saúde”, finalizou o prefeito. “A função da prefeitura é justiça tributária”, complementou, ao explicar como funcionarão as alterações.

Presenças

Além do prefeito e dos secretários de Saúde e Finanças, o evento contou com a presença do vice-prefeito Eduardo Pimentel; do diretor-presidente do Instituto Curitiba de Saúde, Tiago Waterkemper; do presidente da Cohab, José Neto Lupion; e dos representantes dos hospitais beneficiados: o diretor executivo do Hospital Santa Casa e do Instituto de Medicina, Rogério Kuntz; o diretor geral do Hospital Universitário Cajuru, Juliano Gasparetto; o diretor geral do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Rogério Kampa; o superintendente do Hospital Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro; a diretora geral do Hospital Nossa Senhora das Graças/ Maternidade Mater Dei, Irmã Iracema Vujanski; a diretora geral do Instituto Madalena Sofia, Alessandra Campelo Diniz Picolo; o presidente do Hospital da Cruz Vermelha, Jerônimo Fortunano Júnior; o superintendente da Funef (mantenedora do Hospital São Vicente CIC), Charles London; e o diretor do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, padre Renaldo Amauri Lopes. Além destas instituições, também estão entre os beneficiados o Hospital Erasto Gaertner.  

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN