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Barômetros Coincidente e Antecedente da FGV caem em dezembro ante novembro

O Barômetro Global Coincidente caiu 3,7 pontos, para 80,2 pontos. Já o Barômetro Global Antecedente perdeu 2,3 pontos, ficando em 81,8 pontos....

Publicado em

Por Agência Estado

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Tanto o Barômetro Global Coincidente quanto o Barômetro Global Antecedente caíram em dezembro ante novembro, informou nesta sexta-feira, 9, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi a segunda queda combinada seguida. Com isso, segundo a FGV, ambos indicadores atingiram os menores níveis desde 2009 – com exceção do auge da crise causada pela covid-19, em 2020 -, o que seria sinal de que uma recessão na economia global está por vir.

O Barômetro Global Coincidente caiu 3,7 pontos, para 80,2 pontos. Já o Barômetro Global Antecedente perdeu 2,3 pontos, ficando em 81,8 pontos.

“Apesar do arrefecimento dos problemas nas cadeias de suprimentos causados pela pandemia, os aumentos de preços tornaram-se generalizados, para o que contribuíram os choques de preços de energia e pressões sobre os mercados de trabalho na maior parte dos países. A percepção da necessidade de um ciclo suficientemente longo de política monetária restritiva para trazer o nível de preços aos patamares pré-pandemia está refletida nos resultados dos barômetros globais, que sinalizam uma forte desaceleração na atividade econômica ao longo dos próximos meses”, diz a nota divulgada pela FGV.

No Barômetro Coincidente Global, que procura acompanhar o ritmo da atividade econômica, o desempenho negativo de dezembro foi puxado pela região da Ásia, Pacífico & África, que contribuiu com 3,5 pontos da queda agregada de 3,7 pontos. O Hemisfério Ocidental contribui com -0,3 ponto e a Europa, em sentido oposto, contribuiu positivamente com 0,1 ponto.

“A forte piora na região da Ásia, Pacífico & África reflete, entre outras coisas, as consequências das fortes restrições da política de covid zero na China levando a uma onda de protestos no país. A manutenção dos níveis baixos dos indicadores regionais configura um cenário desfavorável para o crescimento econômico no último trimestre 2022”, diz a nota da FGV.

No desagregado por setores, a Economia Geral (avaliações dos consumidores e agregadas empresariais) e a Indústria e o Comércio caíram em dezembro. Serviços e Construção caminham em sentido contrário. Mesmo assim, “todos os indicadores setoriais terminam 2022 distantes da média histórica dos 100 pontos e sugerem uma desaceleração econômica disseminada entre os setores”, diz a FGV.

No Barômetro Antecedente Global, que mede as perspectivas de crescimento econômico nos próximos de três a seis meses, o destaque negativo também foi a região da Ásia, Pacífico & África. Foi a única região com desempenho negativo em dezembro, contribuindo negativamente com 4,0 pontos na variação agregada. O Hemisfério Ocidental e a Europa contribuíram em sentido contrário, positivamente, com 1,6 e 0,1 ponto, respectivamente, informou a FGV.

No desagregado por setores do Barômetro Antecedente Global, apenas Serviços não recuou em dezembro. “Com o resultado, os indicadores também sinalizam pessimismo para os próximos meses disseminado entre os setores”, diz a nota da FGV.

Calculados em parceria com o Instituto Econômico Suíço KOF da ETH Zurique, e divulgados no Brasil pela Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, os dois indicadores são formados a partir dos resultados de pesquisas de tendências econômicas realizadas em mais de 50 países. O objetivo é alcançar a cobertura global mais ampla possível. O Barômetro Coincidente inclui cerca de mil séries temporais diferentes, enquanto o Barômetro Antecedente compreende em torno de 600 séries temporais.

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