CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

‘Continuamos a crescer mais do que qualquer banco’

É dinheiro suficiente, segundo ele, para capitalizar novas operações e até fazer aquisições....

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Um ano depois de abrir o capital na Bolsa, o Nubank olha para trás e vê que aproveitou a última fase de um mercado convidativo para as fintechs na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). “O banco não precisava levantar tanto capital, mas o mercado estava tão atrativo que decidimos levantar muito mais do que precisávamos”, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o CEO da fintech, David Vélez, na semana passada.

É dinheiro suficiente, segundo ele, para capitalizar novas operações e até fazer aquisições.

Não muito tempo depois de tocar o sino em Nova York, Vélez afirma que as empresas de tecnologia foram de heroínas a vilãs do mercado de uma hora para outra, no primeiro trimestre do ano. Mas ele afirma que, no que diz respeito à qualidade do banco, nada mudou. “O Nubank continua oferecendo o melhor produto e, por isso, continuamos a crescer mais do que qualquer outro banco.”

O que o surpreendeu nesse primeiro ano como empresa aberta?

O fato de termos feito o IPO (oferta inicial de ações) na segunda semana de dezembro talvez tenha sido uma das melhores decisões da nossa história. Se não tivéssemos levantado US$ 2,8 bilhões e ainda fôssemos uma empresa privada, a conversa seria completamente diferente. Estaríamos tentando levantar US$ 1 bilhão, US$ 2 bilhões em um mercado muito mais desafiador, com poucos investidores. Fizemos o IPO no último minuto do segundo tempo.

Depois, o mercado praticamente fechou…

Lembro que estávamos no roadshow (reuniões com investidores), e muitos perguntavam por que não adiar a oferta. Decidimos não deixar para 2022. Foi uma combinação de sorte e conhecimento, uma decisão muito boa.

Como companhia aberta, qual foi o principal aprendizado nesse primeiro ano?

Após o IPO, o mundo mudou completamente, de um momento de euforia do mercado, de muito interesse em empresas de tecnologia, para guerra da Ucrânia, inflação e juros altos, e você vai de herói a vilão de um momento a outro. No primeiro trimestre, foi difícil entender o que acontecia, especialmente quando vimos o preço da nossa ação cair rapidamente. O maior aprendizado foi entender o que podemos controlar, o que não podemos e focar 100% da energia no que controlamos. O foco foi direcionado à execução.

Diz-se muito que o jogo virou a favor dos bancos tradicionais. Qual é a sua avaliação?

Discordo. Qual é a vantagem das fintechs? Primeiro, capacidade de fazer o melhor produto do mercado. Quando começamos, há nove anos, havia cinco bancos no Brasil que controlavam 95% do segmento. Contribuímos muito para a desconcentração. Em um mercado com mais alternativas, quem oferece o melhor produto ao melhor custo ganha. O Nubank continua oferecendo o melhor produto e, por isso, continuamos a crescer mais do que qualquer outro banco.

Vocês captaram US$ 2,8 bi e usaram pouco até agora…

O banco não precisava levantar tanto capital, mas o mercado estava tão atrativo que decidimos levantar muito mais do que precisávamos. Levantamos US$ 2,8 bilhões, tínhamos US$ 1 bilhão em caixa e estávamos bem perto da rentabilidade no Brasil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN