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Curitiba – Pessoas acolhidas pela FAS têm primeira aula do curso de Calcetaria
FAS: Curso de Calcetaria. Curitiba, 24/11/2022. Foto: Andre Wormsbecker/FAS.

Curitiba – Pessoas acolhidas pela FAS têm primeira aula do curso de Calcetaria

Francisco Eloi de Almeida, 40 anos, é um dos alunos do curso. “Essa é uma oportunidade boa que a gente espera na vida. Sempre trabalhei no......

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Por Prefeitura de Curitiba

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Curitiba – Pessoas acolhidas pela FAS têm primeira aula do curso de Calcetaria
FAS: Curso de Calcetaria. Curitiba, 24/11/2022. Foto: Andre Wormsbecker/FAS.

Dezessete homens em situação de rua acolhidos pela Fundação de Ação Social (FAS) começaram, nesta quinta-feira (24/11), o curso de Calcetaria, especialmente criado para atender essa população. Esta é a primeira vez que o programa Liceu de Ofícios, que há quase 30 anos oferta gratuitamente qualificação profissional e desenvolvimento pessoal para os curitibanos, desenvolve esse curso, que vai ensinar a arte milenar de se construir calçadas de pedras.

Francisco Eloi de Almeida, 40 anos, é um dos alunos do curso. “Essa é uma oportunidade boa que a gente espera na vida. Sempre trabalhei no ramo da construção civil e agora quero arrumar um emprego como calceteiro”, disse.

Há um ano Almeida é acolhido em um dos hotéis sociais do município, mas desde 2019, com a perda dos pais, acabou vivenciando vários períodos em situação de rua, inclusive em outros estados. “Tive vários problemas familiares, mas desde 2021 voltei para Curitiba e só tenho a agradecer o apoio que recebo da FAS”, explicou.

Cleverson Mariano de Souza, 39 anos, também faz parte da primeira turma do curso de Calcetaria e está animado. “Neste momento nós somos os principais, estamos na vitrine, e tenho esperança de ser empregado nesta área, mudar de vida e ter minha família de novo”, comentou o homem que há dez anos é atendido pela FAS. Ex-pintor de casas, Souza está desempregado e disse que decidiu fazer o curso de calceteiro para aprender uma nova profissão e melhorar o currículo.

Técnica milenar

Durante o curso, os participantes vão aprender como construir as famosas calçadas portuguesas, técnica de pavimentação que em Curitiba também é chamada de petit pavê. Além da prática, a turma aprenderá sobre a história desse tipo de revestimento, que é artesanal e milenar.

As aulas acontecem no Liceu de Ofícios da Construção, especialmente implantado para o curso, na Praça Solidariedade, Rebouças, onde a Prefeitura mantém um complexo de atendimento a pessoas em situação de rua.

O curso terá aulas até o próximo dia 14, quando será realizada a formatura do grupo. Quem tiver mais de 75% de frequência vai receber certificado emitido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), parceiro da FAS na oferta de cursos profissionalizantes e que desenvolveu a ementa do novo curso especialmente para atender a esse novo projeto do município.

Mestre experiente

A turma terá como instrutores Valmir Gomes, o mestre Gomes, conhecido calceteiro curitibano, que desde 1970 trabalha na construção de calçadas da capital, e o arquiteto e urbanista Fábio Malikoski, doutorando em restauração e conservação de espaços culturais, pela Universidade Federal da Bahia.

A diretora de Qualificação e Relações do Trabalho da FAS, Melissa Cristina Alves, explicou que o novo curso atende a uma demanda de mercado e uma determinação do prefeito Rafael Greca. “Sabemos que a calcetaria tem uma mão de obra escassa e que há poucos profissionais qualificados. Acreditamos que esse é o caminho para a formação de pessoas em situação de rua para o mercado de trabalho”, disse.

O novo curso tem relação ainda com outro programa da Prefeitura, o Caminhar Melhor, para requalificação das calçadas da cidade.

Com a formatura da primeira turma, a FAS fará a articulação para que os novos calceteiros possam ser contratados pelas empresas que prestam serviços para a Prefeitura na construção de calçadas e também para outras empresas da cidade que atuam no setor.

Imigrantes

A técnica de construção das calçadas portuguesas foi trazida para Curitiba por imigrantes no início do século 20. Na capital, elas ganharam desenhos art déco e art nouveau e, especialmente, os do Movimento (1903 -1923), criado por artistas e como Lange de Morretes, Domingos Nascimento, Romário Martins, Zaco Paraná e João Turin.

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