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Transplante de fezes: UFMG busca voluntários para doação de cocô; entenda
Divulgação/HC-UFMG/Ebserh

Transplante de fezes: UFMG busca voluntários para doação de cocô; entenda

Não, você não leu errado: o transplante de fezes entre pessoas saudáveis e doentes ocorre para tratamento de infecção recorrente pela bactéria “Clostridioides difficle”, causadora de...

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Por Diego Cavalcante

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Transplante de fezes: UFMG busca voluntários para doação de cocô; entenda
Divulgação/HC-UFMG/Ebserh

O Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) está em busca de voluntários de 18 a 50 anos que possam doar suas fezes. A iniciativa faz parte de um esforço para que novos transplantes de fezes sejam realizados em maior escala.

Não, você não leu errado: o transplante de fezes entre pessoas saudáveis e doentes ocorre para tratamento de infecção recorrente pela bactéria “Clostridioides difficle”, causadora de Colite, e também para o restabelecimento da microbiota – ou seja, os microorganismos que vivem no intestino. Onze transplantes já foram realizados, e a taxa de cura é superior a 90%. Uma das vantagens é a recuperação rápida dos pacientes submetidos ao procedimento.   

Pesquisa realizada pelo Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG, em parceria com a empresa de biotecnologia Rebiotix, comparou amostras de fezes de brasileiros sadios com as de norte-americanos também em bom estado de saúde. Resultados preliminares apontaram que os brasileiros têm 30% a mais de firmicutes, um filo de bactérias que faz parte da microbiota e atua em sinergismo no organismo.

O estudo analisou amostras fecais de 49 brasileiros e 17 norte-americanos e é o primeiro do tipo realizado no Brasil. As análises comprovaram que as fezes dos brasileiros podem ser usadas no tratamento da infecção pelo Clostridioides difficile, que é um problema de saúde pública mundial, além da retocolite e a doença de Crohn. 

“Os resultados preliminares mostram que as fezes dos brasileiros têm um caráter protetor maior, em razão de maior proporção do filo firmicutes, o que vai ao encontro dos resultados obtidos pelo Centro de Transplante de Microbiota Fecal do HC nos últimos anos”, explica o coordenador do Centro, o gastroenterologista e professor Eduardo Vilela. 

Como funciona o transplante de fezes?

Para o transplante de fezes, as amostras fecais são preparadas e processadas por equipe formada por médicos e biomédicos do HC. O material fica armazenado em um ultrafreezer à temperatura de -80°C, o que garante sua viabilidade em longo prazo. O tratamento funciona com base na infusão de uma solução composta por esse substrato fecal por meio de colonoscopia convencional. 

Os voluntários interessados em doar suas fezes passarão por entrevista por telefone e exame físico e laboratorial para excluir qualquer patógeno infeccioso.

O Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh é o primeiro do país a contar com um Centro de Transplante de Microbiota Fecal. O biobanco de fezes do hospital é respaldado pelas orientações dos órgãos internacionais e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Fonte: Bhaz/UFMG

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