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‘Corre’ dos Racionais vira filme na Netflix

Produzido pela Preta Portê, o filme traz cenas inéditas gravadas ao longo dos mais de 30 anos de carreira do grupo, além de entrevistas exclusivas, e...

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Por Agência Estado

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O documentário Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo, dirigido por Juliana Vicente, chega à Netflix mostrando a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock.

Produzido pela Preta Portê, o filme traz cenas inéditas gravadas ao longo dos mais de 30 anos de carreira do grupo, além de entrevistas exclusivas, e reforça o impacto e o legado dos músicos, desde os primeiros shows nas ruas de São Paulo.

Em entrevista ao Estadão, a diretora explica que o projeto começou em 2015, com filmagens de entrevistas que, a princípio, seriam para um DVD sobre os 25 anos do grupo. Porém, desde 2012, Juliana já entendia a função que os Racionais exerciam socialmente, para além da música.

Naquele ano, ela gravou o clipe de Marighella, diretamente da ocupação de Mauá. “Para muita gente, Racionais é religião, é partido político e um pai para quem nunca teve, vai muito além da música”, explica.

Juliana afirma que, no processo de acompanhar os Racionais em shows, ouviu diversos fãs comentarem que o grupo salvou a vida deles. No documentário, um dos principais pontos explorados é a ligação do grupo com pessoas da periferia.
Desde sua criação, os rappers representam a voz dessa comunidade. “Queria que os pretos me ouvissem, queria ir no coração deles”, anunciou Mano Brown em uma cena no início do documentário.

Esse desejo se realizou e essa ligação se deve ao fato de Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock estarem, até hoje, “no mesmo corre” que os fãs. “Eles estão lá dentro, né? Eles vivem ali, continuam circulando ali. A vida dos caras é a favela e eles falam o que ninguém quer falar”, diz Juliana.

PERSONAGEM

Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo mostra não só o impacto político e social do grupo, mas também a influência da capital paulista na vida dos artistas. Os marcos territoriais, os bairros de onde cada um vem e o deslocamento pela cidade ganham protagonismo no longa. São Paulo entra no documentário como um personagem, sendo o berço de influência para os músicos antes e durante a ascensão do grupo. “Nós não tínhamos nada, então íamos nos alimentar das luzes e vitrines do centro. Era na São Bento o centro do hip-hop dos anos 1980?”, explica Mano Brown no documentário.

“Ter conquistado a própria periferia é um grande marco. Esse deslocamento da periferia para o centro da cidade e tudo o que você pode ver a partir dali, é inevitável você não ser atravessado. Em São Paulo, Deus é uma nota de cem”, diz Juliana, citando a música Vida Loka, dos Racionais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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