CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

BC trabalhará junto com novo governo e ajudará em equação, diz Campos Neto

“É cedo para eu falar algo, ainda não tem um plano, é normal aumentar ruído em transição. Precisamos esperar para ver qual é a consolidação disso”,...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu nesta sexta-feira, 11, a forte reação negativa da quinta-feira, 10, dos ativos brasileiros aos planos fiscais do governo eleito, mas tentou passar uma mensagem mais serena, de que é preciso aguardar o desenho final das medidas. Ele ainda assegurou que o BC vai trabalhar junto com o novo governo e ajudar o máximo possível para resolver a equação entre a necessidade social e o equilíbrio fiscal.

“É cedo para eu falar algo, ainda não tem um plano, é normal aumentar ruído em transição. Precisamos esperar para ver qual é a consolidação disso”, disse Campos Neto, no evento virtual “O Cenário Econômico e a Agenda BC#”, promovido pelo CFA Society Brazil, em São Paulo. “BC está aberto a discutir com governo novo, sempre entendendo que não fazemos fiscal, que é apenas um input no nosso modelo”, completou, lembrando que a independência do BC é importante justamente para esses momentos.

Segundo Campos Neto, ele ainda não teve contato com a equipe de transição, mas avaliou que há bons economistas e que tem conversado de “tempos em tempos” com Persio Arida, um dos formuladores do Plano Real e que está na equipe de transição na área econômica.

“Há bons economistas na área de transição, precisamos esperar para ver”, reforçou Campos Neto, citando a reação da parte longa da curva de juros e do câmbio na quinta às propostas que estão circulando de aumento de gastos no governo do PT.

Segundo ele, a reação de quinta-feira dos mercados foi uma demonstração clara de sensibilidade ao fiscal, o que não ocorre só no Brasil. “Há sensibilidade porque as dívidas estão alta”, disse, citando os programas da pandemia de covid-19. “O mercado quer saber como vai ser planejamento para frente para que consiga atender o social e ao mesmo tempo ter equilíbrio fiscal”, continuou. “Sem equilíbrio fiscal, você vai achar que fazendo gasto muito maior adicional vai estar ajudando causa de gerar emprego e atender população carente, mas pode ter efeito oposto”, repetiu.

Teste para a autonomia do BC

O presidente do Banco Central disse também que a mudança de governo será um teste para a autonomia formal da autarquia, mas ressaltou que isso não deve reverter a medida.

“Eu acho que a autonomia segue. É importante que eu fique esses dois anos justamente para mostrar que a autonomia funciona, mas o Banco Central é técnico, ele vai trabalhar com o governo novo, vai tentar cooperar no que for possível”, afirmou Campo Neto.

Taxa neutra de juros

O presidente do Banco Central disse também que a taxa real neutra de juros de longo prazo do Brasil tem subido um pouco, o que tem sido apresentado claramente pela autarquia na sua comunicação.

No último Relatório Trimestral de Inflação, o BC apresentou uma estimativa de juro neutro de 4,0%, ante 3,5% nas comunicações anteriores.

Durante participação no evento da CFA Society Brazil, Campos Neto afirmou que o cenário de oferta menos adaptável parece sugerir uma inflação mais volátil no mundo, o que também pode implicar em um aumento do juro neutro.

“Se a oferta é menos adaptável, significa que a qualquer choque de demanda eu vou ter um impacto no preço maior. Isso significa provavelmente que nos próximos tempos a gente vai ter, globalmente falando, uma inflação um pouquinho mais volátil”, comentou o presidente do BC.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN