CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Dino nega que Lula e ministros do STF tenham conversado sobre orçamento secreto

“É claro que o Tribunal tem a sua autonomia institucional para decidir os processos que aqui estão, mas não houve por parte do presidente Lula nenhuma...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) negou que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham conversado, em reunião na tarde desta quarta-feira, 9, sobre a possibilidade de a Corte pôr um fim ao Orçamento Secreto, esquema de repasse de emendas criado pelo governo Jair Bolsonaro para ter sustentação no Congresso e revelado pelo Estadão.

“É claro que o Tribunal tem a sua autonomia institucional para decidir os processos que aqui estão, mas não houve por parte do presidente Lula nenhuma abordagem quanto a isso”, afirmou Dino na saída do encontro no STF. De acordo com o ex-governador do Maranhão, o foco de Lula agora é a PEC da transição – e isso teria sido exposto aos ministros.

Lula negocia a PEC com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em um jogo político delicado. O líder do Centrão não quer abrir mão do Orçamento Secreto, atacado pelo petista durante a campanha. O melhor dos mundos para o presidente eleito, portanto, seria o STF proibir o mecanismo sem que ele precise se indispor com o Congresso antes mesmo de tomar posse.

Dino afirmou que, “nos termos antes praticados”, o Orçamento Secreto não vai continuar no novo governo. “Não há dúvida”, assegurou. “Agora, você me pergunta, e uma repactuação sobre valores de emendas etc? O poder de emendamento do Orçamento está na Constituição. Ele portanto é razoável e compatível com tamanho do Brasil. Agora, isto tem que se dar em princípios constitucionais, não pode ter segredo. O presidente Lula enfatizou que a visão dele é que a política tem que procurar resolver seus próprios problemas. E que, portanto, a chamada judicialização é uma espécie de mecanismo extremo”, acrescentou Dino.

Sinal político

Cotado para o Ministério da Justiça, Dino afirmou que a visita tem o sentido de “encerrar página da relação entre política e judiciário”.

“A era de confrontação, xingamento e ameaças acabou”, declarou Dino a jornalistas ao chegar ao STF, em referência indireta ao presidente Jair Bolsonaro, que protagonizou embates com o Judiciário ao longo do mandato. “É um sinal político importante”, acrescentou, sobre a visita de Lula.

Dino acompanhou Lula e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin na visita à Corte. Em seguida, a comitiva vai ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o ministro Alexandre de Moraes.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN