Advogados e filho de Nelci Gonzatti comentam sobre o resultado do júri de Lucas Keller

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Por Isabella Chiaradia

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No final da tarde desta quarta-feira (09) terminou o julgamento pelo tribunal do júri do acusado pelo assassinato de Nelci Terezinha Gonzatti, ocorrido no dia 04 de junho de 2022.

Após a votação do Conselho de Sentença, o juiz Marcelo Carneval proferiu a sentença e fixou uma pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.

Diante deste resultado, a equipe da CGN conversou com os advogados do caso e também com o filho de Nelci para saber mais detalhes e os sentimentos que ficaram após o resultado da sessão.

De acordo com Lauri Silva, advogado assistente da acusação, as qualificadoras de impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel foram mantidas, sendo que ele parabenizou a celeridade da Vara Criminal de Cascavel neste processo.

Para ele “no tribunal do júri não se ganha, nem se perde. Hoje a sociedade ganhou, pois teve a resposta que sempre buscou”.

Já advogada de defesa do acusado, Suelane Gundim, considerou que o trabalho realizado nesta ocasião foi tranquilo.

Ela comentou que houve apenas uma divergência no tocante a realização do exame de sanidade mental de Lucas Keller, pois 4 jurados votaram que ele não precisaria ser submetido a esse exame, enquanto 3 votaram favoravelmente a realização do exame.

Além disso, os jurados absolveram o acusado da tentativa de roubo, crime que desde o início do caso, a defesa não concorda, visto se tratar, de acordo com a advogada de um “excesso de acusação”.

Quanto a eventual interposição de recurso, a doutora Suelane disse que vai aguardar a abertura do prazo, a fim de analisar o que pode ser argumentado em sede recursal.

A CGN também entrevistou o filho de Nelci, Josiano de Oliveira, que parabenizou os advogados que trabalharam neste caso e também a imprensa que não deixou o crime cair no esquecimento: “Eles fizeram um ótimo trabalho”.

Sobre o resultado do júri, ele considera que a justiça foi feita e espera que o acusado cumpra totalmente o tempo de pena fixado na sentença: “tomara que cumpra os 21 anos”.

Sobre o futuro, ele contou que, a partir do término do julgamento, ele irá se apegar ao pai, ao irmão e ao sobrinho e tentará seguir a vida.

Ao ser perguntado sobre o sentimento de ver pessoalmente, pela primeira vez, o assassino de sua mãe, ele relatou que apenas sentiu raiva: “raiva é o que eu mais tenho aqui”.

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