CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Soja some de silo em porto do Paraná e vira caso de polícia
Porto espera exportar cerca de 6,6 milhões de toneladas de grãos e farelo de agora até o final do ano -Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Soja some de silo em porto do Paraná e vira caso de polícia

O caso segue sob investigação, depois de expedido um pedido de busca e apreensão para identificar provas sobre o caso – o que já foi realizado...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a Soja some de silo em porto do Paraná e vira caso de polícia
Porto espera exportar cerca de 6,6 milhões de toneladas de grãos e farelo de agora até o final do ano -Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Um empréstimo concedido à trading de soja AFG em fevereiro de 2020 pelo Banco Industrial do Brasil (BIB), especializado em agronegócio, transformou-se em um caso investigado pela polícia. Apesar de o empréstimo ter sido feito à AFG, a denúncia recai sobre uma gigante suíça, que foi contratada pela instituição financeira para monitorar a soja que era dada em garantia pelos créditos concedidos, segundo documentos obtidos pelo Estadão.

O caso segue sob investigação, depois de expedido um pedido de busca e apreensão para identificar provas sobre o caso – o que já foi realizado na sede da empresa que foi a responsável pelo monitoramento da soja, a SGS no Brasil. Isso porque o produto teria sumido do silo do porto antes de efetuada a exportação. O caso corre em sigilo de Justiça.

O empréstimo foi de cerca de R$ 20 milhões (US$ 3,93 milhões), por meio de um título de crédito comum para exportadores, chamado de Adiantamento para Contrato de Câmbio (ACC), no início de 2020.

Os recursos tinham como objetivo tornar viável a venda de 20 mil toneladas de soja para uma empresa com sede em Cingapura, a CJ International Asia. Como é comum nesse tipo de transação, a mesma soja foi dada como garantia do crédito. Em caso de inadimplência, os grãos mudam de mãos e vão para o banco, como pagamento do débito.

A AFG, distribuidora de grãos com sede em Cuiabá (MT), está em recuperação judicial desde 2020, com dívidas de R$ 650 milhões.

DESAPARECIMENTO

Antes da ida da soja ao comprador, o produto foi armazenado em um silo no Porto de Paranaguá (PR), onde deveria ficar até o embarque para Cingapura, marcado para 17 de agosto de 2020.

A SGS do Brasil, por sua vez, foi contratada pelo BIB para atestar e monitorar a manutenção da soja no local, além de sua boa qualidade, conforme contrato fechado em 2019. O acordo estabelecia que era obrigação da SGS comunicar o BIB sobre qualquer alteração da soja dada em garantia.

Mas o que o BIB alega ter descoberto foi que a soja havia desaparecido – o que foi confirmado pelo órgão geral responsável pela gestão do Porto Paranaguá. A informação repassada foi de que a soja não estava mais no silo desde julho. Isso motivou a abertura do inquérito policial. À Justiça, a AFG disse que o embarque da soja foi feita por engano e que, por conta de um bloqueio judicial, seus estoques não puderam ser recompostos.

A SGS Brasil, informou, por meio de nota, que em cumprimento ao contrato firmado com o BIB, recebeu da Transgolf , depositária da operação, o registro diário do armazenamento e presença da carga até 1/10/2020. “A partir de 2/10/2020, segundo a Transgolf, a AFG determinou que os relatórios diários do armazenamento e presença da carga de soja não fossem mais enviados à SGS. Suspeitando do fato, a SGS comunicou-o formalmente ao BIB para adoção das providências cabíveis”, frisou. Procuradas, AFG, Transgolf e BIB não comentaram.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN