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Protestos no Irã aumentam em meio a funerais de mortos

Desde então, mais de 200 pessoas morreram nas manifestações. À medida que passam os 40 dias que marcam o luto dos muçulmanos xiitas, os funerais das...

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Por Agência Estado

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As forças de segurança do Irã voltaram nesta quinta-feira, 27, a responder com balas às manifestações contra o regime. Os atos coincidem com os 40 dias da morte da jovem Masha Amini, em 16 de setembro, sob custódia da polícia, detida por não usar o véu islâmico de maneira adequada – ela se tornou símbolo da revolta.

Desde então, mais de 200 pessoas morreram nas manifestações. À medida que passam os 40 dias que marcam o luto dos muçulmanos xiitas, os funerais das vítimas passaram a ser uma nova fonte de revolta.

Menos de 24 horas após a morte de Amini, Nika Shakarami, de 16 anos, foi filmada queimando seu hijab, o véu islâmico. Ela disse a uma amiga que passou a ser perseguida pela polícia. A família da garota encontrou seu corpo dez dias depois em um necrotério.

A história de Shakarami também vem servindo de combustível para a revolta. Ontem, a polícia atirou contra manifestantes em uma cerimônia que marcava os 40 dias da morte da adolescente.

Evolução

No início, as manifestações eram contra a opressão das forças policiais contra as mulheres. Mas rapidamente a onda de protestos ganhou corpo e ampliou sua agenda, incluindo críticas ao regime dos aiatolás e à Revolução Islâmica de 1979.

Sem muitas alternativas, o governo iraniano vem reprimindo com violência as manifestações – sem obter muito sucesso. Na quarta-feira, no entanto, um atentado do Estado Islâmico, que matou 15 pessoas em uma mesquita xiita na cidade de Shiraz, pode ter ajudado o regime.

Desde então, autoridades do Irã vêm tentando estabelecer uma ligação entre os protestos e o atentado terrorista. O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, disse ontem que a revolta abriu caminho para o terrorismo. “A intenção do inimigo é atrapalhar o progresso do país. Esses motins preparam o terreno para atos terroristas.”

O aiatolá Khamenei também seguiu a mesma lógica. “Todos nós temos o dever de liquidar o inimigo e seus agentes traidores e ignorantes”, afirmou. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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