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Por falar em coação – por Caio Gottlieb

Por falar em coação – por Caio Gottlieb

O manifesto é um posicionamento pessoal, civilizado, pacífico, sincero e corajoso, fundamentado em verdades incontestáveis conhecidas de todos os brasileiros, sem ofensas e agressões de qualquer...

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Por Caio Gottlieb

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Por falar em coação – por Caio Gottlieb

Reproduzo no final desta postagem, na íntegra e no formato original, a carta divulgada pelo engenheiro-agrônomo Irineo da Costa Rodrigues em que ele expõe as consistentes razões do seu apoio à reeleição do atual presidente da República.

O manifesto é um posicionamento pessoal, civilizado, pacífico, sincero e corajoso, fundamentado em verdades incontestáveis conhecidas de todos os brasileiros, sem ofensas e agressões de qualquer tipo a ninguém, inspirador, por sinal, de centenas de declarações similares, mas que está sendo visto pelo Ministério Público do Trabalho como uma forma de coagir funcionários e associados da cooperativa Lar, por ele presidida, para induzi-los a votar em Bolsonaro.

Vamos, inicialmente, ao dicionário para entender o real significado do termo “coagir”.

“Coação é toda ameaça ou pressão injusta exercida sobre um indivíduo para forçá-lo, contra a sua vontade, a praticar um ato ou realizar um negócio. O que a caracteriza é o emprego da violência psicológica para viciar a vontade.”


Li e reli o texto e não encontrei, como o prezado leitor também não irá encontrar, uma só frase e nem mesmo uma única palavra que valide a reação do MPT em criminalizar o conteúdo e buscar na Justiça o impedimento de sua propagação, impondo abominável e ilegal cerceamento da liberdade de expressão e de opinião, um direito da cidadania consagrado e assegurado como cláusula pétrea na Constituição Federal.

Não é crime, ao que parece, Lula dizer que, se eleito, irá discriminar o estado de Minas Gerais em represália pelo apoio do governador Romeu Zema a Bolsonaro.

Não é crime Lula atentar contra a democracia ao prometer que vai controlar as redes sociais e regular a mídia, revelando o propósito de censurar notícias que lhe desagradem.

Também não é crime Lula chamar os produtores rurais de fascistas e anunciar que dará poderes extraordinários ao MST (seria um liberou geral para as invasões de propriedades alheias?), numa clara intimidação com o objetivo de desmobilizar o apoio do agronegócio a Bolsonaro.

Não é crime Lula constranger a liberdade religiosa ao vociferar que pretende “colocar os pastores evangélicos no seu devido lugar.”

Não é crime Lula levar terror às famílias ao defender a adoção da ideologia de gênero nas escolas e propor uma política liberal para o consumo de drogas.

Igualmente não é crime Lula incitar seus asseclas da CUT para irem às casas dos deputados “incomodar a tranquilidade deles e de seus familiares” para pressioná-los a votar a favor das pautas sindicais.

Não é crime, ao menos no Brasil, comandar o esquema que desviou centenas de bilhões de reais da Petrobras na maior roubalheira de dinheiro público da história do país, que resultou na condenação do ex-presidente petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por mais de uma dezena de juízes, desembargadores e ministros de três instâncias judiciais.

Se fosse crime, ele não estaria solto, livre e impune para tentar retomar o Palácio do Planalto.

Dependendo do resultado da eleição deste domingo, só restará uma coisa a ser feita: abrir os portões dos presídios e soltar todo mundo.

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