Espera por desfecho da eleição trava mercado e taxas de juros ficam de lado

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 12,940%, de 12,872% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro...

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Por Agência Estado

Os juros futuros fecharam a terça-feira de lado, resistindo à influência da forte queda das taxas no exterior e mesmo o IPCA-15 de outubro acima do consenso teve efeito limitado na curva, sem qualquer impacto nas expectativas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira. A lateralidade reflete o compasso de espera pelo resultado das eleições, o que tende a deixar o mercado mais travado ao longo da semana, diante do cenário ainda em aberto e sinais de que a disputa será acirrada. O leilão de NTN-B teve aumento nos lotes e risco maior para o mercado, mas sendo absorvido integralmente.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 12,940%, de 12,872% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 11,81% para 11,84%. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 11,67%, de 11,70%.

Na contramão do desempenho negativo da Bolsa e da volatilidade do câmbio, os juros parecem ter digerido o impacto sobre cenário eleitoral do ataque do ex-deputado Roberto Jefferson a policiais federais, e as taxas alternaram altas e baixas moderadas ao longo da sessão, sem firmar tendência clara. “A verdade é que o DI não acompanhou nem o que acontecia aqui nem o exterior, esperando resultados das pesquisas eleitorais e a própria eleição em si”, afirmou a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese.

No exterior, o clima de apetite ao risco, com alívio nos juros dos Treasuries, não conseguiu dar impulso às taxas locais. O dado da confiança do consumidor norte-americano mostrando queda acima da esperada endossa os discursos dovish de dirigentes do Federal Reserve na semana passada, e trouxe otimismo quanto a uma desaceleração do ritmo de aperto de 0,75 para 0,50 ponto.

Na Europa, os juros dos Gilts britânicos também cederam. O mercado computou a posse de Rishi Sunak como novo primeiro-ministro do Reino Unido como positiva para desanuviar o cenário econômico ao menos no curtíssimo prazo.

Na agenda do dia, o IPCA-15 de outubro ficou em 0,16%, acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,09%. Em setembro, o índice tinha caído 0,37%. Na curva, o efeito foi limitado a alguns contratos de curto prazo, como o DI para janeiro de 2024, que subiu 7 pontos-base. O mercado relativizou a surpresa altista em boa medida em função do desvio ter sido causado por itens voláteis, com destaque para passagens aéreas (+28,2%).

De todo modo, o dado de inflação não foi capaz de mexer com o quadro das apostas de Selic para o Copom de quarta, consolidadas em torno da estabilidade em 13,75%. Para Veronese, o que poderia gerar alguma expectativa é uma eventual sinalização sobre o ciclo de cortes, mas nem isso deve ficar claro no comunicado. “A decisão está dada e não deveremos ter pistas sobre o timing para a queda. Antes da eleição o cenário ainda é de muita incerteza”, disse.

O mercado aceitou bem o leilão de NTN-B, que surpreendeu pelo tamanho do lote – 2,3 milhões, sendo 2 milhões no vencimento 15/5/2027 -, vendido integralmente. Na semana passada, a oferta havia sido de 925 mil, com 829 mil efetivamente vendida. O risco para o mercado em DV01 ficou em US$ 843,8 mil, de US$ 276,4 mil na semana passada, segundo dados da Warren Renascença.

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