Japão/câmbio: ministro fala em agir quando preciso, mas não confirma intervenções

Suzuki se recusou, porém, a confirmar se o governo interveio comprando ienes em Nova York (EUA) na sexta-feira (21) ou em Tóquio hoje, duas ocasiões em...

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Por Agência Estado

O ministro de Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, disse no Parlamento do país nesta segunda-feira (24) que o governo irá tomar as ações necessárias no mercado de câmbio para conter a forte desvalorização do iene.

Suzuki se recusou, porém, a confirmar se o governo interveio comprando ienes em Nova York (EUA) na sexta-feira (21) ou em Tóquio hoje, duas ocasiões em que a moeda japonesa se fortaleceu de forma repentina, sem nenhuma outra explicação óbvia.

O ministro disse, por outro lado, que “é desejável que a taxa do iene fique estável”. “Em particular, flutuação excessiva resultante de movimentos de especuladores é algo que absolutamente não podemos permitir. Quando tais movimentos ocorrerem, tomaremos as medidas necessárias”, afirmou Suzuki.

Suzuki já fez comentários semelhantes no passado para se referir à resposta do governo ao iene enfraquecido. Por enquanto, Tóquio anunciou oficialmente apenas uma intervenção cambial este ano, em 22 de setembro.

Se houve de fato intervenção nesta segunda-feira, como se suspeita, a medida não surtiu efeito. Às 6h15 (de Brasília), o dólar subia a 149,31 ienes, ante 147,44 ienes no fim da tarde de sexta. Na semana passada, o dólar chegou a ultrapassar a barreira de 150 ienes, atingindo os maiores patamares desde 1990.

A fraqueza do iene vem num momento de divergência entre as posturas do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que tem elevado seus juros de forma agressiva para combater o salto da inflação nos EUA, e do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), que vem mantendo uma política ultra-acomodatícia, com juros abaixo de zero.

Também no Parlamento japonês, o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, reiterou nesta segunda-feira sua visão e que a inflação do país, cuja taxa anual está atualmente em torno de 3%, irá desacelerar no próximo ano à medida que os efeitos de choques nos mercados perderem a força. Com informações da Dow Jones Newswires.

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