CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Lula cita lei de concessões para de novo defender a regulação da mídia

“A gente pode fazer uma regulação como a legislação inglesa, uma legislação americana, ninguém quer uma regulação como Cuba. Ninguém quer uma rádio que só fala...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a regulamentação da mídia anteontem durante entrevista concedida ao podcast Flow. O petista afirmou que não quer criar uma legislação que beneficie o governo, mencionou o “direito de resposta” – já previsto pela Constituição Federal de 1988 – e disse que é preciso ter uma mídia mais “plural”, sem dar mais detalhes do que defende para uma nova legislação sobre o tema. Lula argumentou que a atual regulação do setor é antiga.

“A gente pode fazer uma regulação como a legislação inglesa, uma legislação americana, ninguém quer uma regulação como Cuba. Ninguém quer uma rádio que só fala aquilo que interessa ao governo, a televisão que só fala aquilo que interessa ao governo. Ninguém assiste, ficaria chato pra caramba”, afirmou Lula.

O ex-presidente disse ainda durante a entrevista desejar “uma coisa plural, que todo mundo tenha direito de participar, que a oposição tenha direito de resposta, que as pessoas ofendidas tenham direito de resposta”. Afirmou também que será necessário chamar a “sociedade para discutir” as mudanças na legislação.

O direito de resposta, citado pelo petista no podcast, já consta na Constituição Federal, em seu inciso 5.º, do artigo 5.º. “É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”, determina a Carta de 1988.

“Se você falar uma coisa no seu programa e ofender alguém, e esse alguém ligar e falar para você: companheiro, a gente pode ter o direito de resposta? Você não vai dar? É lógico, tem que dar!”, afirmou Lula.

O petista usou como argumento para rediscutir a legislação sobre meios de comunicação o fato de que o atual texto é antigo. “A última regulação da mídia é de (19) 62?”, disse Lula. Promulgado pelo Congresso e assinado pelo ex-presidente João Goulart, o Código Brasileiro de Telecomunicações é datado de agosto de 1962. Trata-se do arcabouço legal que rege as normas para concessões públicas de rádio e TV no País.

Militância

Em um contexto marcado por acenos à militância petista, Lula já fez ao menos 12 menções à regulamentação da mídia ao longo da pré-campanha e da campanha. Levantamento foi feito pela reportagem do Estadão – jornal que, em sua história de quase 150 anos, sempre rechaçou tentativas oficiais, veladas ou não, de coibir a liberdade de expressão.

Durante o segundo mandato de Lula na Presidência, a Secretaria de Comunicação Social, então comandada pelo jornalista Franklin Martins, elaborou um projeto para criar um marco regulatório da comunicação eletrônica no País.

O chamado anteprojeto para a Lei de Comunicação Eletrônica não chegou a ser encaminhado para o Congresso e foi engavetado na gestão de Dilma Rousseff. Entre os pontos considerados na época estava a criação de uma agência reguladora única para a comunicação social.

Em suas últimas manifestações sobre a regulação da mídia, Lula defendeu que a nova legislação barrasse a “espoliação de meia dúzia de famílias que mandam na comunicação brasileira”. A quebra da propriedade cruzada de meios de comunicação é uma pauta antiga no PT. Caso entre em vigência, a regra não permitiria que grandes conglomerados sejam donos de concessões de rádio e TV simultaneamente.

No entanto, o petista tem afirmado que o Congresso é quem deve decidir sobre o tema. A pauta encontra eco em setores mais radicais do PT.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN