CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Taxas de juros de longo prazo têm leve alta com Treasuries, câmbio e petróleo

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 12,74%, de 12,73% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Os juros futuros voltaram a fechar nesta quinta-feira com taxas estáveis nos vencimentos de curto prazo e viés de alta nos demais prazos, numa sessão sem destaques, com o mercado operando novamente a reboque do ambiente externo, onde os rendimentos dos Treasuries continuaram avançando, o dólar manteve-se firme ante outras moedas e o petróleo ampliou ganhos. O clima em geral foi de cautela antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos na sexta-feira. Internamente, o fator a adicionar pressão foi o leilão de prefixados com aumento de mais de 100% no risco para o mercado (DV01), com a agenda de indicadores e noticiário eleitoral apenas como pano de fundo.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 12,74%, de 12,73% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025, em 11,56%, de 11,51%. A do DI para janeiro de 2027 subiu de 11,30% para 11,34%.

Um dia antes da divulgação do payroll, a sinalização dada pelo avanço nos pedidos semanais de auxílio-desemprego americanos acima do esperado foi de que o mercado de trabalho pode estar esfriando, mas ainda assim o retorno dos Treasuries e o dólar subiram. O movimento foi sustentado por mais discursos hawkish de dirigentes do Federal Reserve e, no caso da moeda americana, também pela fraqueza da libra. De maneira geral, prevalece o cenário de muita incerteza sobre até onde o Federal Reserve poderá chegar com o aperto monetário.

Para o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, a curva doméstica está com o comportamento muito mais atrelado ao exterior do que a fatores locais. “Os DIs para janeiro de 2024, janeiro de 2025 e janeiro de 2027 têm replicado o que acontece com os Treasuries”, afirma. “O que temos de diferente aqui é que a desinflação nos últimos meses têm sido mais intensa do que o esperado. O IGP-DI está hoje aí para mostrar”, disse. A variação negativa de 1,22% do índice em setembro foi maior do que indicava o piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast (-0,97%). No fim da tarde, a taxa da T-Note de 10 anos estava na casa de 3,81% e a de dois anos, em 4,22%.

Os preços do petróleo também ganharam terreno, ainda amparados na decisão da Opep+ de reduzir a oferta e 2 milhões de barris por dia a partir de novembro. “Este corte manterá os preços em níveis muito próximos aos atuais, com o risco de voltarmos a três dígitos se virmos sinais de melhoria da demanda global”, afirma Noah Barrett, analista de pesquisa de Energia e Serviços Públicos da Janus Henderson.

Este cenário afetaria ainda mais os preços internos dos combustíveis, já defasados ante o exterior. No podcast Diário Econômico, o economista-chefe do Banco Original, Marco Caruso, comenta que a gasolina estaria com defasagem de 11% e o diesel, em 13%. “Ou seja, é pressão por mais reajuste”, disse. A orientação do governo, porém, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, é de segurar aumentos até o fim do segundo turno.

A quinta-feira foi de leilão do Tesouro, com a oferta de 12,5 milhões de LTN e de 1,250 milhão de NTN-F absorvida integralmente. O risco para o mercado foi 105,4% acima do visto no leilão passado, segundo a Renascença DTVM.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN