CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Alexandre suspende julgamento sobre controle de dados por provedores no exterior

O processo discute se autoridades e órgãos de investigação brasileiros podem requisitar informações diretamente às plataformas, sem necessidade de passar pela Justiça estrangeira....

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu mais tempo para análise e suspendeu nesta quinta-feira, 6, o julgamento sobre o controle de dados por provedores de internet e plataformas de redes sociais sediados no exterior.

O processo discute se autoridades e órgãos de investigação brasileiros podem requisitar informações diretamente às plataformas, sem necessidade de passar pela Justiça estrangeira.

Com o pedido de vista, não há data para a retomada do julgamento, o que depende da devolução do processo pelo gabinete de Moraes. O ministro se comprometeu a liberar “rapidamente” a ação, mas sinalizou que deve impôr um revés às plataformas.

“Eu não tenho nenhuma dúvida do desrespeito que várias empresas têm com as autoridades brasileiras, havendo inclusive às vezes a necessidade de medidas fortes, como foi o caso do Telegram, em que só passou a haver cumprimento das decisões a partir do momento que o bloqueio no Brasil todo estava decretado e seria realizado”, disse.

Antes da interrupção, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, votou para autorizar os pedidos diretos quando a empresa tiver representação no Brasil e para investigação de crimes cometidos em território nacional.

O decano do STF citou o “baixo índice de efetividade” dos pedidos de assistência jurídica enviados aos Estados Unidos para a quebra do sigilo de dados ou obtenção de informações telemáticas. O ministro chegou a convocar audiências públicas em 2020 para debater o tema.

Gilmar Mendes também propôs obrigar a União e o Congresso a tomarem providências para aperfeiçoar as leis brasileiras, especialmente a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) para fins penais.

Os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques também votaram. Ambos foram contra o conhecimento da ação, mas acompanharam Gilmar Mendes no mérito.

“Não raras vezes multinacionais dedicadas à exploração de serviços prestados via internet se valem da escolha do local de sua sede e/ou da central de suas operações com o objetivo específico de burlar carga tributária e ordens judiciais tendentes à regular o conteúdo das matérias por elas veiculadas ou o sigilo de informações de seus usuários”, criticou Kassio.

A ação é movida pela Federação das Associações das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional). A entidade defende que o acesso judicial a dados de usuários da internet por provedores sediados no exterior? deve, necessariamente, seguir os trâmites previstos no Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal (MLAT, em inglês), celebrado entre o Brasil e os Estados Unidos.

O acordo de cooperação foi firmado para facilitar investigações criminais, como a tomada de depoimentos, entrega de documentos, transferências de presos, bloqueio de bens e execução de pedidos de busca e apreensão nos dois países. O texto prevê que as solicitações devem passar por uma autoridade central designada por cada país.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN