
Doces em praças públicas? Entenda o motivo de acordo com a crença do Candomblé
Segundo informado pelo pai de santo Cleverson da Silva, nesta época do ano existe uma reverência a São Cosme e São Damião, que no candomblé são...
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Por Diego Hellstrom

Na tarde desta sexta-feira (30) após a repercussão da matéria em relação aos doces encontrados em parques e locais públicos da cidade, a reportagem CGN conversou com um babalorixá, para explicar qual o simbolismo dos doces nesta época do ano.
Segundo informado pelo pai de santo Cleverson da Silva, nesta época do ano existe uma reverência a São Cosme e São Damião, que no candomblé são representados por Ibeji e Erê.
“Quando eu quero fazer uma oferenda para aquele Orixá, o Ibeji, ou aquele santinho São Cosme e Damião, eu preparo uma mesa com docinhos”.
Entre os doces são colocados balas, refrigerantes, pirulitos, suspiro e até mesmo brinquedos, como a chupeta e a língua de sogra. Em relação a colocar os doces em praça pública, o ato pode ser em agradecimento por uma cura.
“Então ela vai lá e arruma em um pratinho ali, coloca em uma praça pública, porque pode passar uma família ali que mora na rua, e uma criancinha ter vontade de comer um docinho e o papai e a mamãe não ter dinheiro pra comprar”
O babalorixá relata que não é nenhum tipo de feitiçaria e pede para que as pessoas sejam menos intolerantes em relação a outras religiões.
“Tem muita gente que precisa voltar a ser criança, tirar um pouco esse espírito homem selvagem de dentro, é o que eu peço a vocês, não sejam intolerantes, diga não a intolerância religiosa”.
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