
Criança de três anos morre após engolir bolinha de gude
Um boletim de ocorrência foi registrado na noite do último sábado. De acordo com a polícia, a mãe informou que a criança engoliu o objeto sem...
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Por Diego Cavalcante

Uma criança de 3 anos e 8 meses morreu após engolir uma bolinha de gude no bairro Vila Maia, no Guarujá, litoral de São Paulo.
Um boletim de ocorrência foi registrado na noite do último sábado. De acordo com a polícia, a mãe informou que a criança engoliu o objeto sem querer. O menino chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu. Ele ficou internado durante 12 dias, mas não resistiu.
O que fazer?
Sufocamento (ou obstrução das vias aéreas) é a principal causa de morte acidental de bebês com até um ano de idade, segundo a ONG Criança Segura. Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2018, 754 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocamento no Brasil.
Por isso, a prevenção é fundamental. Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Luiz Felipe Cunha Mattos, não existe uma regra que possa ser aplicada em todas as casas.
“A partir dos seis meses, é recomendável avaliar riscos. E, dependendo da situação, descartar ou não o objeto”, exemplifica Mattos.
Quando a prevenção não funciona, e um objeto perigoso é engolido, algumas providências devem ser tomadas. Para Júlio Pereira Lima, presidente da regional do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), alguns erros muito comuns são cometidos na hora do socorro.
“Normalmente, o primeiro impulso é bater nas costas da pessoa ou colocar os braços ao redor do tronco e pressionar o abdômen para que o corpo estranho seja expelido. Entretanto, essas medidas podem, na verdade, levar o indivíduo a engasgar e até a aspirar o objeto de forma a levá-lo direto para o pulmão, impedindo a pessoa de respirar”, alerta.
Presidente da regional do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Júlio Pereira Lima explica que a primeira medida deve ser sempre procurar um serviço de atendimento de urgência para que, com um endoscópio, o especialista possa verificar em qual local o corpo estranho se alojou e retirá-lo sem comprometer o aparelho digestivo ou qualquer outro órgão.
“Caso não haja tempo, é possível tentar fazer a criança expelir o objeto virando-a de cabeça para baixo e batendo nas costas. É raro, mas pode funcionar”.
Fonte: Costa Norte
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