CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

China dá superávit de US$ 23,3 bi à balança, mas ajuda perderá fôlego, diz FGV

“No ano de 2023, as exportações totais brasileiras deverão enfrentar um cenário mais desfavorável do que o de 2022. Ademais, diferente de outros momentos de tendência...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

As vendas de produtos brasileiros para a China representaram um superávit de US$ 23,3 bilhões para o Brasil de janeiro a agosto deste ano. No entanto, as compras chinesas não devem impulsionar da mesma maneira o desempenho da balança comercial no ano que vem, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“No ano de 2023, as exportações totais brasileiras deverão enfrentar um cenário mais desfavorável do que o de 2022. Ademais, diferente de outros momentos de tendência recessiva mundial, provavelmente a China não exercerá um papel anticíclico potente para dinamizar as exportações brasileiras”, apontou a FGV, na nota do Icomex. “A geração dos saldos superavitários da balança comercial continua a depender do mercado asiático e, em especial, da China”, completou.

No acumulado de janeiro a agosto de 2022, o saldo brasileiro no comércio com a Ásia somou US$ 34,2 bilhões, incluindo os US$ 23,3 bilhões das trocas com a China. Os US$ 10,9 bilhões restantes do comércio com os demais países asiáticos foram superiores ao saldo com a América do Sul, de US$ 9,7 bilhões, e com a União Europeia, de US$ 5,2 bilhões.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, mas ocasionaram um déficit de US$ 10,5 bilhões no comércio com o País. As trocas brasileiras com os demais países da América do Norte tiveram saldo positivo de US$ 1,1 bilhão.

O segundo maior déficit do comércio exterior brasileiro foi com a União Econômica Euroasiática (Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão), onde a Rússia contribuiu com um déficit de US$ 4,6 bilhões, o segundo maior déficit bilateral do Brasil, após os EUA.

“Os contenciosos geopolíticos influenciam a direção dos fluxos de comércio e, nesse cenário, a melhor posição do Brasil é manter, se possível, uma postura de neutralidade. Independentes de efeitos positivos ou negativos, contudo, os contenciosos geram incertezas e tornam os operadores de comércio exterior mais cautelosos. Além dessas questões, o cenário macroeconômico é desfavorável. Juros altos nos EUA e União Europeia, a crise da energia que afeta a Europa, a desaceleração do crescimento da China e gargalos ainda existentes nas cadeias de suprimentos apontam para o menor crescimento do comércio mundial”, defendeu a FGV, em nota.

O saldo da balança comercial brasileira no acumulado de janeiro a agosto foi de US$ 43,9 bilhões, ante um superávit de US$ 52 bilhões em igual período de 2021.

“O menor superávit de 2022 é explicado pela menor variação em valor das exportações, em comparação com o resultado de 2021”, justificou a FGV.

De janeiro a agosto, os preços das exportações cresceram 17,4% ante o mesmo período do ano anterior, enquanto o volume teve expansão de 1,3%. Já os preços das importações subiram 28,1% de janeiro a agosto, enquanto o volume aumentou 3,0%.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN