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‘Lilás – Um Musical em Tons Reais’ fala de dependência química e deficiência

Com dramaturgia de Francisca Braga, o musical trata de temas delicados como o universo da dança em cadeira de rodas, questões sobre pessoas com deficiências e...

Publicado em

Por Agência Estado

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Engana-se quem acredita que os musicais são espetáculos em que somente se canta e dança com eterna felicidade – há bons exemplos de peças que trazem as dores do dia a dia. Em Lilás – Um Musical em Tons Reais, em cartaz no Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros 955), por exemplo, a bailarina Liz (Ligia Paula Machado) e o artista plástico Miguel (Ubiracy Brasil) formam um casal cuja rotina é drasticamente modificada quando um deles perde a mobilidade das pernas.

Com dramaturgia de Francisca Braga, o musical trata de temas delicados como o universo da dança em cadeira de rodas, questões sobre pessoas com deficiências e a alienação da sociedade ao encarar a dependência química.

“Quando nos propusemos a mergulhar nestes assuntos, acreditávamos que fossem questões importantes de se dialogar dentro da cena artística”, comenta Ligia, também produtora do espetáculo. “Presenciei os olhares de aprendizado da equipe durante o processo criativo e, em todos os momentos que dialogávamos sobre esses temas, senti como é essencial para o nosso crescimento compreender e se aprofundar dentre as diferenças.”

Apesar de curto (pouco mais de uma hora), o espetáculo é intenso. “Procurei estudar e conhecer o mais profundamente possível o pesadelo que vivem os dependentes químicos e as drogas fortes que têm devastado vidas e famílias”, observa Ubiracy Brasil. “Tive a oportunidade de ouvir relatos dos efeitos durante o uso, nas crises de abstinência e processos de desintoxicação.”

Djavan

Outro desafio foi alternar agudos e graves ao cantar músicas de Djavan, que compõem o espetáculo, como Água, Samurai e Faltando um Pedaço. “As letras não propõem uma dramaturgia, mas um olhar poético sobre um possível conflito da cena”, comenta o diretor Kléber Montanheiro. “Essa ideia fez com que as músicas entrassem comentando ação e criassem uma camada dramática que está fora do texto e pertence ao sentimento ou pensamento daquelas personagens.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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