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Bolsonaro: não é fácil mexer com alguns setores politizados do serviço público

Em busca da reeleição, o presidente acenou algumas vezes com reajustes a servidores, em especial na área da segurança pública, mas isso não está garantido. “Acredito...

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Por Agência Estado

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Em evento com empresários dos setores de comércio e serviços, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 30, que “não é fácil mexer com alguns setores do serviço público altamente politizados”. Ele participa do evento “Diálogos com Candidatos à Presidência da República” organizado pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).

Em busca da reeleição, o presidente acenou algumas vezes com reajustes a servidores, em especial na área da segurança pública, mas isso não está garantido. “Acredito que ano que vem dê para resolver isso aí”, disse, destacando que uma greve de policiais “poderia parar o País”.

Crítico da máquina pública inchada, Bolsonaro defendeu a reforma administrativa, e disse ainda que a melhor reforma administrativa que seu governo fez foi não ter diminuído a quantidade de concursos públicos nos últimos anos.

No evento, Bolsonaro também afirmou que “alguns queriam a cabeça” do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Cabeça dos outros é sempre bem-vinda”, disse. O presidente citou e elogiou seu ministro em diversos momentos. Guedes entrou em embate, em especial com o núcleo político do governo e com o Congresso, por várias vezes ao longo dos últimos três anos e meio.

Em deferência ao ministro, Bolsonaro disse que ele tem “falado muito na carteira verde e amarela”. Questionado sobre como melhorar o ambiente de negócios no país, o presidente disse que sua “obrigação é desonerar, descomplicar, desburocratizar” e citou a revogação de normas regulamentadoras. Em mais uma referência à Guedes, ele afirmou que “fala sempre ao ministro que tem que manter” esse cenário.

STF

Crítico frequente de decisões e do que chama de interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) em questões do Executivo, o presidente falou ainda sobre o decreto que reonerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de produtos fabricados na Zona Franca de Manaus (ZFM), e disse que, “desta vez meu prezado amigo Alexandre de Moraes resolveu não dar canetada”.

O decreto zerou as alíquotas de IPI para uma série de produtos, atendendo a uma determinação de Moraes que, no início do mês, suspendeu parte de outro decreto editado no final de julho que determinava o corte de 35% do IPI sobre bens que não são fabricados na ZFM. A nova decisão garante a suspensão do corte de imposto aos bens também produzidos no polo industrial.

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