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IGP-M tem deflação de 0,70% em agosto, após +0,21% em julho, afirma FGV

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu de 10,08% para 8,59%, também abaixo da estimativa intermediária do levantamento, de 8,77%. No ano de 2022,...

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Por Agência Estado

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,70% em agosto, após alta de 0,21% em julho, informou nesta terça-feira, 30, a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda foi maior do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de -0,56%, com estimativas de -0,94% a -0,30%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu de 10,08% para 8,59%, também abaixo da estimativa intermediária do levantamento, de 8,77%. No ano de 2022, o indicador acumula alta de 7,63%.

A deflação do IGP-M de agosto foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que caiu 0,71%, ante alta de 0,21% em julho. O índice de preços no atacado acumula variação de 8,65% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por sua vez, aprofundou a deflação de 0,28% para 1,18%, com inflação acumulada de 6,93% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 1,16% para 0,33%, conforme já divulgado pela FGV. A alta acumulada em 12 meses é de 11,40%.

IPC-M

No acumulado de 12 meses, a inflação do IPC-M arrefeceu a 6,93%, de 9,02% no período até julho. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram alívio em agosto. A principal contribuição foi de Transportes (-2,42% para -4,84%), com destaque para a gasolina, que passou de -7,26% para -15,14%.

Também apresentaram decréscimo nas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,86% para -3,07%), Alimentação (1,47% para 0,44%), Comunicação (-0,16% para -0,83%), Vestuário (0,73% para 0,20%) e Habitação (-0,30% para -0,31%). Nessas classes, os itens com maior influência foram passagem aérea (-5,20% para -17,32%), laticínios (11,16% para 6,45%), tarifa de telefone móvel (-0,04% para -2,40%), calçados (0,94% para -0,17%) e equipamentos eletrônicos (0,38% para -0,41%), respectivamente.

Na direção oposta, Saúde e Cuidados Pessoais (0,29% para 0,67%) e Despesas Diversas (0,26% para 0,36%) registraram avanço da inflação. Nesses grupos, os itens que mais pesaram foram artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,43% para 1,07%) e cigarros (1,54% para 2,55%).

Influências individuais

Segundo a FGV, os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-M em agosto foram gasolina (-7,26% para -15,14%), passagem aérea (-5,20% para -17,32%) e tarifa de eletricidade residencial (-3,11% para -3,32%). Etanol (-9,41% para -9,90%) e tomate (-18,26% para -17,81%) completam a lista.

Por outro lado, as principais influências individuais de alta foram leite tipo longa vida (21,83% para 9,27%), plano e seguro de saúde (1,17% para 1,16%) e queijo muçarela (8,46% para 7,74%), seguidos por xampu, condicionador e creme (-1,01% para 3,81%) e automóvel novo (0,48% para 0,67%).

IPAs

Os preços industriais no atacado medidos pelo IPA industrial tiveram deflação de 1,18% no IGP-M de agosto, após alta de 0,22% em julho. Em contrapartida, a inflação ao produtor agropecuário avançou a 0,49% em agosto, de 0,17% em julho. O desempenho combinado dos setores levou a uma queda de 0,71% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), após alta de 0,21% em julho.

O IPA-M industrial acumula alta de 8,80% nos 12 meses encerrados em agosto e de 8,91% em 2022. Para os produtos agropecuários mensurados pelo IPA Agrícola, a inflação acumulada é de 8,28% em 12 meses e de 8,18% no ano.

Nos estágios de processamento do IPA-M, todos os componentes tiveram deflação. Os bens finais recuaram 0,73%, após alta de 0,69% em julho, puxados pelos combustíveis para o consumo (2,39% para -6,38%). Os bens intermediários caíram (2,0% para -0,76%), com combustíveis e lubrificantes para produção (9,96% para -1,55%).

O grupo de matérias-primas brutas moderou o ritmo de deflação na comparação com julho (-2,13% para -0,63%), devido à aceleração de minério de ferro (-11,98% para -5,76%), milho em grão (-5,0% para -1,54%) e algodão em caroço (-14,02% para -4,43%). Em contrapartida, desaceleraram bovinos (4,43% para -2,01%), café em grão (2,69% para -1,65%) e trigo em grão (2,31% para -4,99%).

As matérias-primas brutas acumulam queda de 6,62% nos 12 meses encerrados em agosto e alta de 4,81% no ano. Nos bens finais, as taxas são de 13,82% e 9,16%, respectivamente. Os bens intermediários sobem 22,10% em 12 meses e 12,04% em 2022.

As principais pressões para baixo sobre o IPA-M de agosto partiram, além do minério de ferro, de gasolina automotiva (4,47% para -8,23%), óleo diesel (12,68% para -2,97%), ferro-gusa (-3,70% para -25,92%) e soja em grão (-2,05% para -1,49%).

Na outra ponta, pressionaram o índice de preços no atacado para cima leite in natura (13,46% para 12,59%), leite industrializado (18,96% para 7,82%), mandioca (8,02% para 6,29%), farelo de soja (6,79% para 3,26%) e celulose (7,93% para 6,81%).

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