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Imagem referente a Curitiba – Quer largar o cigarro? As unidades de saúde podem ajudar

Curitiba – Quer largar o cigarro? As unidades de saúde podem ajudar

A oferta de apoio aos fumantes para largar o cigarro é uma das estratégias essenciais para o combate ao tabagismo. Integrada a outras ações, os efeitos......

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Por CGN

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Curitiba apoia as pessoas que desejam largar o cigarro em favor da saúde. O Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) oferta o acompanhamento no combate à dependência do cigarro. Para participar, basta que o fumante dê o primeiro passo: procure por essa ajuda na sua unidade de saúde de referência.

A oferta de apoio aos fumantes para largar o cigarro é uma das estratégias essenciais para o combate ao tabagismo. Integrada a outras ações, os efeitos em Curitiba são notórios: nos últimos dez anos, 173 mil curitibanos deixaram de fumar.

Em 2011, um total de 20,2% da população da cidade fumava. Em 2021, essa porcentagem caiu para 11,3%, segundo levantamentos do Vigitel – pesquisa anual realizada desde 2006 pelo Ministério da Saúde. Um dado para ser festejado neste mês de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo (em 29/8), e que impulsiona o município a seguir neste caminho.

Para melhorar ainda mais esse índice, o Programa de Controle do Tabagismo é realizado em toda a cidade, com abordagens individuais e coletivas. 

“O tabagismo é uma doença que causa e agrava muitas outras doenças. Por isso, o suporte profissional é essencial e as unidades de saúde estão de portas abertas para os curitibanos que decidam trocar o cigarro por estilos de vida saudáveis”, convida a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Como participar do programa

O Programa de Controle do Tabagismo é ofertado gratuitamente a todos os moradores de Curitiba que fumam e que decidiram parar de fumar. O primeiro contato pode ser feito diretamente na Unidade de Saúde de referência.

Nesse primeiro contato, um profissional de saúde vai fazer o atendimento e aplicar um questionário sobre os hábitos de fumar do usuário e sua relação com o cigarro. A partir dessa primeira abordagem, é agendado um atendimento individual, com profissional capacitado, para avaliar o grau de dependência. A partir dessa avaliação, é traçado um plano de trabalho personalizado.

A pessoa é encaminhada a um dos Grupos de Controle do Tabagismo, ofertados nas unidades de saúde do município. Atualmente, são 36 grupos em andamento, nos dez Distritos Sanitários de Curitiba e com vagas para novos participantes.

A dona de casa Ermínia de Almeida Moura, 62 anos, fumou durante os últimos dez anos. Em 10 de agosto de 2022, tomou a decisão de deixar o hábito que virou vício.

Com apoio da equipe do grupo de controle do tabagismo escolheu a data para a última tragada e disse ter sentido já nos primeiros dias os benefícios. 

“Perdi meu marido e achei que o cigarro me dava força, sentia segurança para superar. Mas tive vários problemas de saúde, como pressão alta, arritmia. Só tenho a agradecer à equipe da unidade de saúde, estão me dando apoio para superar o cigarro e já sinto menos cansaço, melhora no paladar, respiro melhor”, conta Ermínia. 

Longo prazo

Assim como a dependência do cigarro não veio da noite para o dia, é necessário respeitar o tempo para parar de fumar. “É fundamental que os participantes entendam que o cigarro é um vício e não estamos falando de cura, mas de controle”, explica o diretor de Atenção Primária em Saúde da SMS, Cleverson Fragoso. Em média, as pessoas que param de fumar seguiram em acompanhamento por um ano.

O programa é estruturado em encontros em que são discutidas as conquistas e as dificuldades dos participantes e estratégias para que consigam permanecer no propósito de parar de fumar.

São abordados temas como comportamentos, pensamentos e sentimentos dos participantes que são obstáculos para permanecerem sem o cigarro. Os pacientes recebem orientações sobre preocupações comuns como não aliviar o estresse cotidiano no cigarro ou buscar outras formas de relaxamento, como atividade física ou terapias ocupacionais.

No início do processo, são quatro encontros semanais, passando a quinzenais e mensais. Depois, obedecerão a necessidade de cada caso.

“Nesse período, a pessoa sofre alteração de humor e aumento de ansiedade, por isso a importância do apoio profissional”, Fragoso. 

Os grupos são multidisciplinares, reúnem profissionais de saúde, como médicos, psicólogos, nutricionistas, dentista, profissional de educação, entre outros. Há também o atendimento individual, quando necessário. 

Benefícios

Os benefícios de deixar o cigarro aparecem já nos primeiros dias: no primeiro, os pulmões passam a funcionar melhor; dois dias depois, o olfato e o paladar melhoram. E após um ano sem fumar, o risco de morte por infarto é reduzido à metade.

Incentivar o máximo de pessoas a parar de fumar é fundamental também para a gestão da saúde pública, porque o tabagismo é responsável por uma série de doenças crônicas que podem ser evitadas.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) elenca não só uma, mas 100 razões para parar de fumar, desde maior risco de agravamento da covid-19 até os custos econômicos para financiar o vício ou as perdas estéticas, como amarelamento dos dentes e envelhecimento precoce da pele.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano; no Brasil, são 161,6 mil mortes anuais atribuíveis ao cigarro. Assim, parar de fumar é escapar do maior risco evitável de adoecimento e mortes precoce.
 

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