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Grupo de apoio a Tabagistas da US Vila Clarice - Novo Mundo. Na imagem, Adriana Oczust; e Maria Augusta de Paula Mexia Tissot. Curitiba, 12/08/2022. Foto: Levy Ferreira/SMCS

Curitiba – Câncer de pulmão está associado ao consumo de tabaco em 85% dos casos

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de......

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Por CGN

Grupo de apoio a Tabagistas da US Vila Clarice - Novo Mundo. Na imagem, Adriana Oczust; e Maria Augusta de Paula Mexia Tissot. Curitiba, 12/08/2022. Foto: Levy Ferreira/SMCS

Agosto é o mês da conscientização para a prevenção do câncer de pulmão, uma doença silenciosa que pode ser fatal. O tabagismo e a exposição passiva à fumaça do cigarro são importantes fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco.

“Nós estamos no Agosto Branco, que é o mês da conscientização para o câncer de pulmão e as unidades de saúde têm um programa de muita relevância para quem deseja parar de fumar, que são os grupos de controle do tabagismo”, disse a dentista Cristiane Poppi, que coordena a atividade na Unidade de Saúde Palmeiras, no Tatuquara.

Além do câncer de pulmão, o hábito de fumar pode causar vários tipos variados de câncer, transtornos mentais, asma, efisema pulmonar, fadiga, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), envelhecimento e outros males.

Ação com motoristas e cobradores

Além de atuar na US Palmeiras, o grupo de controle do tabagismo também tem feito ações externas. Uma delas foi realizada na empresa Viação Sorriso, com um grupo de 16 funcionários fumantes que queriam abandonar o vício.

“Fizemos este trabalho junto a motoristas e cobradores do transporte coletivo, como forma de prevenção à saúde desses trabalhadores. A notícia se espalhou e agora outros funcionários da empresa estão procurando a unidade da saúde para ingressar na terapia”, explicou Cristiane.

Os grupos de controle ao tabagismo das unidades de saúde seguem o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. É necessário ter um número mínimo de interessados para iniciar um grupo.

No primeiro mês, os encontros acontecem uma vez por semana. Após esse período, os intervalos de tempo se tornam quinzenais, depois mensais e obedecerão a necessidade de cada caso.

Em algumas situações, dependendo do grau de dependência, são prescritos remédios pelo médico da unidade de saúde para auxiliar no tratamento. O acompanhamento é feito por um ano.

Câncer de boca

Além das orientações, os pacientes também são submetidos a exames de detecção de lesão bucal e da dentição. 
“O uso prolongado de tabaco pode causar sérios danos à saúde bucal, além de doenças como câncer de boca, doenças periodontais, que pode causar perda precoce dos dentes”, alertou Maria Augusta de Paula Mexia Tissot, dentista, trabalha há 26 anos na Unidade de Saúde Vila Clarice, e integra o grupo de controle do tabagismo da unidade.

Ultimato do médico

Quem procura ajuda para deixar de fumar dificilmente vai por conta própria, embora existam exceções.

“Geralmente, os pacientes procuram ajuda para parar de fumar quando recebem um ultimato do médico ou se a pressão da família para que abandone o vício é muito forte”, explicou a enfermeira Adriana Oczust, que coordena o grupo da US Vila Clarice, no Novo Mundo.

Lá, as reuniões acontecem em uma sala cedida pelo Igreja Adventista do Sétimo Dia, que fica próxima à unidade.

Orientações e apoio

Adriana explicou que os pacientes recebem orientações de um grupo multidisciplinar, integrado por preparador físico, médico, nutricionista, dentista e enfermeira.

“Toda sessão a gente faz alongamento e os pacientes aprendem técnicas de respiração com o preparador físico”, contou.
Eles também são orientados sobre a alimentação para evitar o aumento do peso quando deixam de fumar. Para os fumantes crônicos, é feita prescrição médica de psicotrópicos para apoiar o tratamento.

“Eu procuro sempre apresentar novidades. No grupo que encerramos em agosto, eu trouxe um economista que mostrou o quanto se gasta com o vício e um ex-fumante que contou a sua experiência para abandonar o cigarro”, disse.

Grupo de voluntários

Adriana é uma entusiasta do assunto. Além da equipe da unidade de saúde, ela também integra um grupo de profissionais voluntários que funciona aos sábados, também na Igreja Adventista, para as pessoas que não podem comparecer durante a semana.

“Nós temos o apoio da Secretaria Municipal da Saúde, que ajuda com os insumos necessários para os pacientes. No final, os pacientes recebem um certificado citando que concluíram a terapia para deixar de fumar.”

Adeus às baforadas

A jornada para deixar o vício do cigarro pode ser árdua, mas quem consegue superar o hábito diz que não arrepende de ter tomado a decisão.

Marcos Alberto Fernandes de Oliveira, 51 anos, cujo nome artístico é Marcos Mancinni, deixou de fumar em agosto de 2018. Ele conta que fumava em torno de 30 cigarros por dia e tinha poucas esperanças de que um dia conseguiria se livrar do vício.

“Eu tenho uma vida profissional muito atribulada. Sou músico, participo de uma banda de rock, trabalho na noite e além disso atuo como produtor e fotógrafo de shows e moro sozinho. O cigarro se encaixava muito bem em tudo isso”, conta Marcos.

Leia a Matéria completa no site: www.curitiba.pr.gov.br

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