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Imagem referente a Curitiba – Fórum reúne gestoras e apresenta dados sobre a violência contra as mulheres
Encontro do Fórum metropolitano de enfrentamento à violência contra as mulheres. Curitiba, 18/08/2022. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Curitiba – Fórum reúne gestoras e apresenta dados sobre a violência contra as mulheres

Um levantamento realizado no período de 2019 a julho de 2022 revela que o número de feminicídios na capital e região metropolitana aumentou.......

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Por CGN

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Imagem referente a Curitiba – Fórum reúne gestoras e apresenta dados sobre a violência contra as mulheres
Encontro do Fórum metropolitano de enfrentamento à violência contra as mulheres. Curitiba, 18/08/2022. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Nesta quinta-feira (18/8), a assessoria de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres promoveu o terceiro encontro do Fórum Metropolitano de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. A reunião faz parte da programação do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra mulher, e teve a participação de gestoras dos 29 municípios da RMC.

Um levantamento realizado no período de 2019 a julho de 2022 revela que o número de feminicídios na capital e região metropolitana aumentou.

Em Curitiba, foram registrados três feminicídios em 2019, oito em 2020, 11 em 2021 e até julho deste ano ocorreram quatro casos. Na região metropolitana foram dez feminicídios em 2019, oito em 2020, 15 em 2021 e quatro até julho de 2022. 

“Para podermos atuar com mais efetividade é necessário termos um mapeamento da situação e produzirmos um protocolo de atuação, levando um atendimento de qualidade a todas as mulheres, ainda que não sejam atendidas em uma delegacia especializada”, salientou Elenice Malzoni, assessora de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres.

Elenice ainda reforça a importância da parceria com a Fundação de Ação Social (FAS), que oferece diversos programas de apoio a este público, e do Centro de Referência de Atendimento a Mulher (CRAM), um órgão estadual que auxilia no atendimento nas cidades onde não existem Delegacias da Mulher. 

Com o tema Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência e os Setores de Segurança Pública, o evento reuniu delegadas, agentes das polícias civil, militar e da patrulha Maria da Penha. 

Estrutura da Polícia Civil

A delegada chefe da Divisão das Delegacias Especializadas do Estado do Paraná, Luciana de Novaes, abriu o diálogo explicando como funciona a estrutura e salientou a importância da Coordenadoria das Delegacias da Mulher na articulação com as delegacias e demais órgãos estaduais no atendimento às vítimas.

Segundo Luciana, o Estado conta com mais de 100 comarcas e todas possuem delegacias, mas nem sempre especializadas no atendimento às mulheres. Por isso é necessário esse movimento positivo, melhorando o atendimento da Polícia Civil para as mulheres.

“É importante fazermos os alinhamentos necessários na grande gama que envolve o atendimento às mulheres, temos que envolver toda a parte de proteção e as delegacias não fazem um trabalho isolado”, ressaltou Luciana.

Dificuldades

Alcileny Adriana da Cunha Artigas, delegada coordenadora das delegacias da Mulher do Paraná, abordou a importância da Coordenadoria das Delegacias da Mulher do Estado do Paraná (Codem) na articulação com as delegacias e demais órgãos estaduais no atendimento às mulheres em situação de violência, os sistemas de dados, estatísticas e desafios.

“Além da violência contra a mulher estar em uma crescente, nós ainda temos muita dificuldade em extrair esses dados. Por mais que existam os protocolos nacional e estadual, ainda não conseguimos implementar com 100% de certeza que o homicídio que acontece em cidades do interior é capitulado como feminicídio”, salientou Alcileny.

Situação de risco

Para a delegada chefe da Delegacia da Mulher de Curitiba, Vanessa Alice, é fundamental que todos conheçam as atividades de cada setor, facilitando o atendimento final.

“O maior desafio da Delegacia da Mulher é fazer com que a vítima de violência entenda a situação de risco em que ela se encontra”, disse Vanessa.

No início da tarde houve uma apresentação cultural com o grupo de dança contemporânea do Colégio Estadual do Paraná (DANCEP), coordenada pelo professor Fernando Nascimento. 

A Polícia Militar também apresentou os fluxos de atendimento, o funcionamento da Patrulha Maria da Penha, capacitação de servidores no atendimento e os protocolos de atendimento às mulheres em situação de violência na Casa da Mulher Brasileira de Curitiba (CMBC). Participaram representantes da Patrulha Maria da Penha de Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.

Todos os participantes receberam a nova cartilha sobre violência contra a mulher, uma edição completa que traz todos os tipos de violência e os locais onde procurar atendimento.

Também participaram do evento, major Lima e capitã Carolina Zancan, da Polícia Militar, os policiais militares Victor David Moreti Maia e Ana Gabriela Batista, que atuam na Casa da Mulher Brasileira de Curitiba, e representantes dos municípios convidados.

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