Alívio temporário no exterior provoca queda dos juros futuros

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caiu de 4,195% ontem para 4,150% (regular) e 4,165% (estendida) hoje. O contrato para janeiro de...

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Por Agência Estado

A diminuição temporária da aversão ao risco nos mercados globais refletiu-se na queda em toda a curva dos juros futuros na etapa regular, em uma recalibragem dos movimentos bruscos da véspera. Enquanto o trecho mais curto manteve a tendência da manhã, o médio e o longo mudaram de sinal, à medida que o coronavírus e seus efeitos na economia global seguem no centro das atenções dos investidores da renda fixa. No ajuste da estendida, contudo, as taxas reduziram a baixa, com a piora do cenário externo.

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caiu de 4,195% ontem para 4,150% (regular) e 4,165% (estendida) hoje. O contrato para janeiro de 2022 recuou de 4,761% para 4,660% (regular) e 4,700% (estendida). O janeiro 2023 passou de 5,372% para 5,270% (regular) e 5,340% (estendida). O janeiro 2025 cedeu de 6,192% para 6,120% (regular) e 6,190% (estendida). E o janeiro 2027 foi de 6,631% para 6,570% na regular, mas subiu para 6,650% na estendida.

O movimento de alívio nas taxas teve início por volta das 13h30, em sintonia com os demais mercados, especialmente o cambial. “Com esta aversão ao risco estancando, sobra um pouco mais de espaço para operar o fundamento”, afirmou o trader da Quantitas Asset Management, Matheus Gallina. “No meio de um tumulto muito grande, houve quem exagerou na correção. A partir de então (diminuição da tensão) ficou um pouco mais a racionalidade.”

Os próximos movimentos do mercado, contudo, inspiram cuidados. A gestora de renda fixa da MAG Investimentos, Patricia Pereira, ressaltou que é muito cedo para falar que a melhora do mercado é uma constante. “Houve temporariamente um movimento de interrupção de piora externa”, disse.

O mercado recebeu ainda positivamente a antecipação, para ontem, do anúncio das ofertas de títulos para os leilões de hoje, com volumes menores que os anteriores.

“Quando observamos o mercado mais volátil, antecipamos a portaria com os lotes dos leilões. Nesse caso, buscamos evitar que a expectativa de investidores, especialmente após o feriado de carnaval, aumentasse a volatilidade do mercado”, explicou nesta tarde o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital. Ele disse, contudo, que a regra geral continua sendo anúncio no mesmo dia do leilão.

O órgão ofertou 1,5 milhão de LTN e 100 mil NTN-F, e vendeu integralmente os dois lotes. Por sua vez, da oferta de 1 milhão de LFT, foi vendido apenas 183.450.

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