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Polícia faz operação contra sindicato de motoristas de SP

Batizada de Chapelier – Fase I, a operação é realizada por policiais da 1ª Delegacia Seccional de Polícia (Centro), com investigação e trabalho de inteligência da...

Publicado em

Por Agência Estado

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A Polícia Civil de São Paulo realiza uma operação desde a madrugada desta sexta-feira, 12, em endereços ligados ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas). A ação investiga suspeitas de ameaça, extorsão, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e capitais.

Batizada de Chapelier – Fase I, a operação é realizada por policiais da 1ª Delegacia Seccional de Polícia (Centro), com investigação e trabalho de inteligência da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco). Entre os principais alvos, está o presidente do sindicato, o ex-deputado federal Valdevan Noventa, cujo mandato pelo PL-SE está cassado, em decisão confirmada pelo Supremo Tribunal Federal em junho, por captação ilícita de recursos para a campanha, abuso de poder econômico e compra de votos.

Ao todo, são 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Taboão da Serra, na região metropolitana, e em Arauá, no Sergipe. Segundo a Polícia Civil, participam da ação 52 delegados de polícia e policiais civis e 20 viaturas, caracterizadas e descaracterizadas.

A ação encontrou um suposto desvio de cestas básicas das empresas de ônibus destinadas aos trabalhadores do sindicato. Também foram apreendidos objetos de valor, documentos, celulares e dinheiro.

Em 2019, Valdevan chegou a ter prisão cautelar decretada, com o argumento do Ministério Público Eleitoral de que estaria “‘agindo para atrapalhar a investigação sobre fraudes na prestação de contas de sua campanha por meio de doações simuladas” e que estaria “aliciando testemunhas para mentir nos depoimentos a serem colhidos pelo Ministério Público e pela autoridade policial”. A determinação de prisão foi depois revogada.

Em nota, o SindMotoristas destacou que a operação se refere a um inquérito ainda em curso e que os advogados da organização não tiveram acesso. “No que tange a transparência, a entidade tem todas as suas contas aprovadas em assembleias e de modo unânime por toda a categoria”, alegou. “Respostas serão oportunamente apresentadas aos autos e aos veículos de comunicação.”

O sindicato ainda salientou que a “diretoria foi surpreendida com a notícia da operação e que seu departamento jurídico está acompanhando o caso”. “A entidade respeita e se coloca à disposição das autoridades para quaisquer atos que se fizerem necessários ao inquérito policial.”

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