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Conheça outras doenças que causam lesões na pele e não são Varíola dos Macacos

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É importante conhecer os sintomas da enfermidade para procurar tratamento, porém, muitas vezes, existem doenças que possuem sinais característicos...
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© Nikos Pekiaridis/NurPhoto/Direitos reservados

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

Com o primeiro caso de Varíola dos Macacos (Monkeypox) sendo confirmado na manhã desta quinta-feira (11) em Cascavel, é esperado que a população fique assustada e tenha muitas dúvidas sobre a doença.

É importante conhecer os sintomas da enfermidade para procurar tratamento, porém, muitas vezes, existem doenças que possuem sinais característicos parecidos.

O sintoma mais recorrente da Monkeypox é o aparecimento de feridas pelo corpo, mas este não é exclusividade da doença que começou a espalhar-se pelo mundo nos últimos três meses.

A herpes e sífilis são enfermidades que podem causar lesões cutâneas semelhantes, além de outras doenças virais, bacterianas e imunológicas. Sendo assim, diante das semelhanças é comum que a população fique confundida.

Por isso, a importância de manter-se informado e procurar atendimento médico especializado, além de seguir o tratamento e manter o isolamento, se necessário, para evitar a transmissão.

Varíola dos Macacos

As feridas nas pele, apresentam, inicialmente, a aparência de uma espinha plana e evoluem para bolhas com secreção extremamente infecciosa. Geralmente, aparecem no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, olhos, boca, garganta, virilha e regiões genitais e/ou anais. As lesões podem durar de duas a três semanas. Além disso, também é comum o aparecimento de outros sintomas, como febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, baixa energia e linfonodos inchados.

Herpes

Essa doença pode ser causada por dois tipos de vírus: o herpesvírus tipo 1 e tipo 2, causadores da herpes simples, e o varicela-zóster (VVZ), causador da catapora (varicela) e da herpes-zóster.

O vírus do tipo 1 causa feridas e bolhas nos lábios e dentro da boca. Por outro lado, a infecção pelo microrganismo do tipo 2, é caracterizado por lesões nos genitais, podendo ser adquirido nas relações sexuais. Os quadros clínicos costumam durar de sete a 14 dias.

Herpes-zóster

É mais comum em idosos, mas jovens também podem contrair a doença. Os sintomas incluem dor persistente, desenvolvimento de vesículas distribuídas linearmente, geralmente no tronco, rosto ou membros. A transmissão é rara, mas pode ocorrer para uma pessoa que não esteja imune à varicela e entre em contato direto com as lesões.

Sífilis

Trata-se de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) e é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. Primeiramente, é manifestada com uma pequena ferida indolor no local de entrada da bactéria – pênis, vagina, colo uterino, ânus ou boca – alguns dias após a infecção, desaparecendo após algumas semanas. Se não for devidamente tratada, poderá desencadear

Se não for tratada, poderá desencadear o aparecimento de manchas, caroços pequenos e outras lesões nas palmas das mãos e plantas dos pés. Também é comum a presença de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas.

Molusco Contagioso

Essa infecção viral é causada pelo poxvírus, um parente da varíola. É um tipo de doença que afeta, na maioria dos casos, crianças. Os sintomas incluem: pequenas bolhas brilhosas, da cor a pele, translúcidas e indolores, sendo muitas vezes confundidas com verrugas.

Diagnóstico

A avaliação visual feita por um médico dermatologista geralmente é a forma mais utilizada para realizar o diagnóstico dessas doenças. A análise clínica também inclui informações prestadas pelo paciente, por exemplo o tempo de manifestação dos sintomas e histórico sexual.

Exames também podem ser solicitados, entre eles, os mais comuns são biopsia de pele, exame de fungo ou teste PCR (teste molecular utilizando o swab/cotonete). Este último é o mais indicado para o diagnóstico da varíola dos macacos.

Prevenção

Independente do caso apresentado, as medidas de prevenção são simples e incluem cuidados básicos com a higiene diária. Deve-se evitar o compartilhamento de objetos íntimos ou contato muito próximo com pessoas infectadas (abraços, beijos), inclusive relações sexuais.

Entrevista com a diretora da Vigilância Epidemiológica de Cascavel

Na manhã desta quinta-feira (11), a equipe da CGN conversou com a diretora da Vigilância Epidemiológica de Cascavel, Rozane Campiol, a respeito do primeiro caso confirmado de Monkeypox na cidade.

Fonte: Metrópoles

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