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Imagem referente a SINTEIFEL divulga nota sobre as dificuldades econômicas e de trabalho enfrentadas pelos professores de Cascavel e região
Imagem Ilustrativa de Jerry Kimbrell por Pixabay

SINTEIFEL divulga nota sobre as dificuldades econômicas e de trabalho enfrentadas pelos professores de Cascavel e região

Nos últimos cinco anos, atravessamos uma crise econômica e uma pandemia. Nesse período, ficamos três anos sem Convenção Coletiva de Trabalho. Os aumentos repassados aos professores...

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Por Diego Cavalcante

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Imagem referente a SINTEIFEL divulga nota sobre as dificuldades econômicas e de trabalho enfrentadas pelos professores de Cascavel e região
Imagem Ilustrativa de Jerry Kimbrell por Pixabay

O SINTEIFEL – Sindicato dos trabalhadores nas escolas particulares de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio de Cascavel e região, vem a público informar à imprensa e à comunidade das mais de 30 cidades que compõem o sindicato sobre as dificuldades econômicas e de trabalho enfrentadas pelos professores e demais funcionários das escolas particulares de Cascavel e região de abrangência desse sindicato.

Nos últimos cinco anos, atravessamos uma crise econômica e uma pandemia. Nesse período, ficamos três anos sem Convenção Coletiva de Trabalho. Os aumentos repassados aos professores pelas escolas foram sempre mínimos, muito abaixo dos índices de correção do governo e de direito constitucional. Em 2020, não tivemos reajuste algum e, em 2021, recebemos um abono de menos de 6%.

A inflação dos produtos alimentícios, combustíveis e vestuário fez com que nossos salários apresentassem grande perda de poder de compra, tornando difícil proporcionar conforto e saúde para nossas famílias. Nossas perdas salariais, desde 2017, remontam a quantia de 45% em média. Nosso piso salarial de professores do maternal e fundamental, além de não atrativo, é desanimador, levando uma grande parcela de professores a desistirem da profissão.Do mesmo modo, jovens que buscavam a carreira no magistério não mais completam vagas nas universidades para cursos de licenciatura.

Em conversas com pais e alunos, fomos informados de que as mensalidades sempre passaram por reajustes anuais. A principal justificativa foi a de que tais aumentos estavam relacionados às correções salariais dos professores. No entanto, esse reajuste não foi repassado aos docentes, pois conforme consta em nossos registros, os aumentos nunca ocorreram e as correções eram sempre parciais ou ausentes (como nos anos de 2020 e 2021).

A fuga de profissionais da educação para outras profissões é intensa e diretamente ligada ao vergonhoso salário oferecido à nossa classe. Para termos um salário digno, a maioria de nós necessita trabalhar em duas ou mais escolas, resultando em uma carga horária superior a 40 horas semanais. Desse modo, o estresse, o cansaço, o desânimo, a angústia e a ansiedade têm gerado doenças, causando faltas ao trabalho e prejuízo nos conteúdos ministrados, além do abandono da profissão.
Durante a pandemia, ficamos em casa, tendo de nos adaptar ao ensino remoto.

Tivemos de comprar equipamentos, aprender a gravar e a transmitir aulas e isso acarretou gastos além das possibilidades para a maioria dos professores da rede privada. Até o presente momento, não houve sequer uma recompensa ou pagamento dessas horas trabalhadas em que expusemos nossa casa e vida particular.
Nas escolas privadas, além de estarmos continuamente pressionados a não nos envolver com a política – mesmo em nossas redes sociais – ainda somos impedidos de exercer nossa autoridade em sala de aula, ouvindo dos pais que a culpa das péssimas notas da geração “redes sociais” é dos professores! Isso tem desmotivado a classe docente.

Por essas e outras razões pontuais em algumas escolas, além das falácias usadas para não promover um ganho salarial digno com correções justas (basta verificar as correções anteriores que nunca foram negociadas, nem mesmo considerando o INPC, sem que tivéssemos um aumento real de salários), nós – professores – reunimo-nos em assembleia e decidimos levar para o conhecimento do público a situação de todos os funcionários das escolas particulares. Nossa decisão foi solicitar à Justiça do Trabalho o DISSÍDIO COLETIVO: de maneira legal, uma paralisação, a fim de que os ajustes e os direitos dos trabalhadores das escolas particulares sejam repostos e compensados.
Sendo o que se apresenta no momento, subscrevemo-nos.

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