Tenda tem prejuízo líquido consolidado de R$ 114,4 mi no 2º trimestre

O resultado consolidado engloba as operações da marca Tenda, que produz apartamentos tradicionais em concreto, e da Alea, novo braço de negócios baseado na construção de...

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Por Agência Estado

A Tenda, uma das maiores construtoras do programa Casa Verde e Amarela (CVA), teve prejuízo líquido consolidado de R$ 114,4 milhões no segundo trimestre de 2022. O montante mostra uma virada na comparação com igual período de 2021, quando fechou com lucro de R$ 33,8 milhões.

O resultado consolidado engloba as operações da marca Tenda, que produz apartamentos tradicionais em concreto, e da Alea, novo braço de negócios baseado na construção de residências em madeira. A Tenda gerou prejuízo de R$ 91,8 milhões, enquanto a Alea teve perda de R$ 22,6 milhões.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado ficou negativo em R$ 59,2 milhões contra um resultado positivo de R$ 66,6 milhões no mesmo período do ano passado.

O Ebitda consolidado e ajustado (que exclui juros capitalizados, despesas com planos de ações e a participação de minoritários) ficou negativo em R$ 32,3 milhões, contra R$ 78,1 milhões no mesmo período do ano passado.

A receita líquida totalizou R$ 626,9 milhões, recuo de 10,3%, na mesma base de comparação anual.

A companhia explicou que a queda na receita se deu por causa do ritmo menor de andamento das obras e pelo volume menor de repasses de cliente para o financiamento bancário no período.

A Tenda também reportou queda expressiva de 11,5 pontos porcentuais na sua margem bruta ajustada e consolidada, que foi para 16,3%. O decréscimo foi puxado pela operação da própria marca Tenda, que encolheu 10,4 pontos porcentuais, chegando a 17,4%.

A companhia citou que três fatores impactaram as margens: maior avanço nas obras de projetos antigos, com margens menores; efeitos sazonais no provisionamento de inadimplentes; e ajustes a valor presente nas taxas de terrenos.

Pelo lado positivo, a Tenda destacou que a margem bruta das vendas novas foi de 28,8% no segundo trimestre, alcançando 30,6% em junho, como resultado do aumento no preço dos imóveis. Os preço médio dos imóveis lançados chegou a R$ 201,1 mil, alta de 33,2% em um ano, enquanto o preço médio das unidades vendidas foi a R$ 182 mil, crescimento de 23,3%.

A construtora reiterou que continua priorizando reconstruir as suas margens (a empresa sofreu um grande estouro de custos ano passado, que derrubou sua rentabilidade). Daí a importância de subir os preços dos apartamentos mesmo que resulte em queda na velocidade das vendas.

Os lançamentos consolidados do grupo chegaram a R$ 782,6 milhões no segundo trimestre de 2022, recuo de 21,9% ante o mesmo período de 2021. As vendas líquidas atingiram R$ 577,6 milhões, baixa de 33% na mesma base de comparação, conforme relatório operacional já divulgado.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) ficou negativo em R$ 32,1 milhões, ou seja, gerou uma despesa 113% maior na comparação anual. A companhia explicou que o encolhimento na posição de caixa tem gerado receitas menores e insuficientes para contrapor o aumento no custo da dívida.

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