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Dia Mundial da Amamentação: Saúde lança campanha para apoiar aleitamento materno

A campanha de amamentação, que conta com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde. Tradicionalmente, ocorre como parte do...

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Por Agência Estado

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O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira, 1º, a Campanha Nacional de Amamentação de 2022, que será veiculada em diferentes plataformas ao longo do mês de agosto. O tema escolhido para este ano é “Apoiar a amamentação é cuidar do futuro”. Conforme a pasta, foram destinados R$ 4 milhões para proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno no biênio de 2021 e 2022.

A campanha de amamentação, que conta com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde. Tradicionalmente, ocorre como parte do chamado Agosto Dourado, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre a importância do aleitamento materno e incentivar que mais mulheres adotem a prática.

“Ninguém tem dúvida que o aleitamento materno é a forma melhor de proteger as nossas crianças, seja durante uma pandemia de covid-19, seja durante surto de monkeypox (varíola dos macacos), ou de qualquer tipo de agravo à saúde que possa existir”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante evento de lançamento da campanha.

Para a coordenadora geral de saúde perinatal e aleitamento materno da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Janini Selva Ginani, a amamentação de mães que testaram positivo para covid ainda gera algumas dúvidas, fator que também reforça a importância da campanha neste momento.

“O Ministério da Saúde, desde o início (da pandemia, em 2020), recomendou a continuidade do aleitamento materno nos casos confirmados de covid mediante a utilização de algumas medidas simples – como uso de máscara, lavagem das mãos, essa etiqueta respiratória – em função dos benefícios da amamentação serem muito superiores aos potenciais riscos de transmissão”, explicou.

A campanha deste ano, informou o Ministério da Saúde, conta com peças para redes sociais, planejamento de portais e redes de conteúdo, plataformas de áudio, verticais de maternidade e saúde, além de redes de aplicativos.

“São várias peças para a gente garantir a comunicação para todos os públicos, fazer a informação chegar para todas as mulheres, para todas as famílias”, disse a coordenadora da Saps. “A gente opera junto com a Fiocruz e com o Instituto Fernandes Figueira, que nos ajudam na divulgação e implementação das ações em todo o País.”

Política nacional de amamentação se fundamenta em três pilares

Janini explica que o Brasil conta com uma política nacional de amamentação “muito madura”, que já tem 41 anos e que se fundamenta em três pilares principais:

promoção do aleitamento materno, que são as campanhas realizadas anualmente no Agosto Dourado;

apoio à amamentação, que reúne várias estratégias, principalmente para apoiar as mulheres que estão no processo de amamentação e que têm dúvidas;

e proteção, que diz respeito aos dispositivos legais que reforçam a importância do aleitamento materno.

Estudo feito pelo Ministério da Saúde aponta que o porcentual de crianças que foram colocadas ao seio para serem amamentadas na primeira hora de vida é de 62,4% no Brasil. Entre crianças menores de dois anos, a prevalência do aleitamento materno é de 60,3%. Conforme a pasta, os números são melhores do que de outros países, mas ainda podem ser melhorados.

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, reforçou que foram investidos R$ 4 milhões no último biênio para desenvolvimento de ações para o aleitamento materno no País. Segundo ele, mais de 60 mil profissionais da atenção primária à saúde estão capacitados para fortalecer o aleitamento materno e a alimentação complementar saudável.

Presidente do departamento científico de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinheiro destacou a importância do tema. “A diminuição da mortalidade infantil está dentro da agenda, dentro dos objetivos do desenvolvimento sustentável: nós precisamos diminuir a mortalidade infantil em até 47% até 2030. Dentro desse aspecto, nós temos a amamentação ocupando um espaço extraordinário.”

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