Neurotech: Busca por crédito no País sobe 24% no 1º semestre, puxado por serviços

No primeiro semestre, a alta do INDC foi liderada pela expansão de 79% em serviços, seguida pela procura por crédito no varejo, com elevação de 41%,...

Publicado em

Por Agência Estado

A busca por financiamento no Brasil fechou o primeiro semestre com crescimento de 24%, puxado pelo setor de serviços, conforme levantamento da Neurotech. Além disso, o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC) cresceu 20% em junho sobre igual mês de 2021. No entanto, apresentou queda de 13% em relação a maio (-7%) deste ano, em meio ao cenário elevado de inadimplência.

No primeiro semestre, a alta do INDC foi liderada pela expansão de 79% em serviços, seguida pela procura por crédito no varejo, com elevação de 41%, e por bancos e financeiras, com aumento de 13%.

Embora considere “bom” o desempenho dos setores, Breno Costa, diretor da Neurotech, faz ponderações. “Se, por um lado, temos neste ano uma conjuntura de juros altos que eleva o custo do dinheiro, no ano passado tivemos uma segunda onda de covid. As pessoas estão buscando crédito, mas percebemos os concessores mais restritivos na liberação de crédito”, diz.

A procura por crédito no primeiro semestre foi maior em supermercados, num indicativo de que a inflação persistentemente elevada continua corroendo o poder de compra das famílias. O INDC do setor teve alta de 68% de janeiro a junho deste ano, enquanto houve expansão de 51% em lojas de departamento; de 43% em vestuário; e de 36% em eletrodomésticos. As categorias móveis e outros registraram queda de 34% e 28%, respectivamente.

Na comparação com junho de 2021, o crescimento de 20% do INDC também foi motivado por serviços (92%). Na sequência aparecem varejo (36%) e bancos (8%). Já em relação a maio, quando houve queda de 13%, o varejo foi o único a registrar crescimento (2%). O INDE de serviços, por sua vez, ficou estável e o do setor bancário recuou 17%.

O movimento é reflexo da inadimplência e endividamento da população, em alta, segundo Costa. “Quando a economia vai bem as pessoas tomam empréstimo mais para aquisição de bens. No cenário atual, os brasileiros estão recorrendo a empréstimos para complementar renda mensal e pagar as dívidas e essa desaceleração é consequência”, avalia.

Contato: reginam.silva@estadao.com

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X