
IBGE aponta aumento da ocupação na atividade econômica no 2º trimestre
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, no último grupo de atividades, a expansão de 739 mil pessoas foi influenciada......
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Por CGN

A expansão da ocupação no segundo trimestre deste ano foi disseminada entre diversas atividades econômicas como indicam os dados da Pnad Contínua, divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os destaques foram comércio (3,4%), indústria (2,7%), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,5%).
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, no último grupo de atividades, a expansão de 739 mil pessoas foi influenciada pela educação básica, especialmente o ensino fundamental. Além do comportamento sazonal de expansão desse grupamento, a intensificação das atividades presenciais levou à absorção de profissionais no segmento da educação com contribuição ainda das contratações na área de saúde.
Adriana Beringuy informou que, de maneira geral, a série histórica mostra que tal grupamento costuma começar o ano com retração e apresentar crescimento a partir do segundo trimestre. Esse comportamento só não foi notado nos anos de 2020 e 2021, e embora tenha havido variação positiva da população ocupada no grupamento, não foi estatisticamente significativa. Mas, no segundo trimestre deste. ano voltou a ocorrer a sazonalidade.
De acordo com Adriana, esse grupamento inclui vários segmentos, entre os quais, educação pública e privada e saúde, que mais tiveram expansão. “Pode ser que, em função desses dois anos [2020 e 2021], devido a uma certa suspensão parcial de atividades presenciais de educação, a expansão tenha sido mais tímida. Com a intensificação do retorno das atividades presenciais de educação, foi necessário mobilizar ou remontar a estrutura ou a infraestrutura dos estabelecimentos de ensino.”
Ela ressaltou que o avanço na educação não se restringiu aos professores, mas também aos profissionais de serviços auxiliares ao setor, além da movimentação dos serviços hospitalares. “Como a educação básica, fundamental, é provida essencialmente pela rede pública, são as prefeituras que provêm este serviço. E acaba sendo o setor público da educação um dos maiores responsáveis pelo crescimento da população ocupada nesta atividade.”
A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE lembrou que o setor de construção tinha recuado no primeiro trimestre e voltou a crescer, desta vez, 3,8%. “A construção tem o emprego sem carteira e por conta própria como característica mais marcada para esta atividade, que vem crescendo no trimestre e no ano.”
Força de trabalho
A força de trabalho, que reúne pessoas ocupadas e desocupadas, alcançou 108,3 milhões de pessoas, maior contingente da série histórica da pesquisa. A alta é de 1% ou 1,1 milhão de pessoas, frente ao último trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, cresceu 4% ou 4,1 milhões de pessoas.
Na contribuição para Instituto de Previdência Social, a Pnad do segundo trimestre identificou o maior contingente de contribuintes, com 62,1 milhões de pessoas ocupadas. “Em termos de percentual de contribuintes, embora seja o maior contingente, o percentual ainda não é. A gente está com 63% de pessoas ocupadas que contribuem para a previdência entre todos os ocupados.”
Pesquisa
De acordo com o IBGE, a Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil é referente a 211 mil domicílios pesquisados. Ao todo, cerca de 2 mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e no Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.
Por causa da pandemia de covid-19, a partir de 17 de março de 2020, o IBGE adotou a coleta de informações da pesquisa por telefone. O retorno da coleta de forma presencial foi em julho de 2021.
Segundo o IBGE, é possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE, ou por meio da Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, documento de identidade ou CPF, dados que podem ser solicitados pelo informante.
Fonte: Agência Brasil
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