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Imagem referente a Exposição no CCBB-SP celebra os 50 anos do Movimento Armorial
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Exposição no CCBB-SP celebra os 50 anos do Movimento Armorial

Símbolo da morte, a Onça Caetana já foi representada de várias formas pelo próprio escritor. Uma delas foi registrada em uma de suas iluminogravuras, uma técnica que alia a......

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Por CGN

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Imagem referente a Exposição no CCBB-SP celebra os 50 anos do Movimento Armorial
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Personagem recorrente na obra do dramaturgo, professor, pintor e escritor Ariano Suassuna (1927-2014), a Onça Caetana é quem dará as boas-vindas ao público que visitar a exposição Movimento Armorial 50 Anos a partir desta quarta-feira (20) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB SP), no centro da capital paulista. A exposição, gratuita, segue até o dia 26 de setembro.

Símbolo da morte, a Onça Caetana já foi representada de várias formas pelo próprio escritor. Uma delas foi registrada em uma de suas iluminogravuras, uma técnica que alia a iluminura [decoração de letras capitulares] com os processos de gravação em papel. Em uma das pranchas do álbum Dez Sonetos com Mote Alheio, Suassuna desenhou a Onça Caetana de corpo amarelo e bolinhas vermelhas e asas imensas. E é essa forma que acabou sendo escolhida pelos bonequeiros mineiros Agnaldo Pinho, Carla Grossi, Lia Moreira e Pedro Rolim para virar uma imensa e bela escultura, que agora figura no espaço central do térreo do CCBB.

“A Onça Caetana foi desenhada pelo Ariano Suassuna. Vocês vão ver, na exposição, que ele a representou diversas vezes. A onça é uma mitologia do folclore nordestino. E conseguimos um bonequeiro de Belo Horizonte, que nos fez essa onça maravilhosa, que nos recebe logo na entrada”, disse Denise Mattar, curadora da exposição.

“Pensei em reunir um grupo de artistas que atuassem em todas as áreas e que tivessem preocupações semelhantes às minhas para que nós, juntos, procurássemos uma arte brasileira erudita fundamentada nas raízes populares da nossa cultura. E, através dessa arte, a gente lutar contra esse tal processo de descaracterização da cultura brasileira”, descreveu Suassuna certa vez sobre o movimento, em uma entrevista.

A exposição, que já passou pelos CCBBs de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, apresenta 140 obras, algumas delas que jamais tinham deixado o Recife. Além de Suassuna, há também trabalhos de sua esposa Zélia Suassuna, Francisco Brennand, Gilvan Samico, Aluísio Braga e Lourdes Magalhães. A curadoria é de Denise Mattar e a coordenação geral de Regina Rosa de Godoy.

Diferentemente dos demais espaços por onde já passou, em São Paulo a mostra traz ainda duas novidades. “Temos dois momentos que não estiveram nas outras exposições: no primeiro andar vamos ter um espaço para a xilogravura. As pessoas vão poder visitar a exposição e fazer uma xilogravura. E um segundo momento é uma obra que está no terceiro andar, chamada Bumba meu boi, do Francisco Brennand”, disse Regina Godoy.

O segundo andar, por sua vez, apresenta os dois momentos do Movimento Armorial: a chamada fase experimental e a segunda fase. Na fase experimental, com o início do movimento, há apresentação dos trabalhos de Fernando Lopes da Paz e Miguel dos Santos e uma sala especial dedicada à obra de Gilvan Samico. Aqui também se apresenta um resgaste da Orquestra e do Quinteto Armorial, grupos que criaram uma música erudita com influência popular. Já na segunda fase se encontram as iluminogravuras de Suassuna, a tapeçaria e as cerâmicas feitas por sua esposa Zélia Suassuna e os espetáculos do grupo de dança Grial.

No primeiro andar do edifício do CCBB serão apresentadas as produções de cinema, teatro e TV que adaptaram os livros de Suassuna. Nessa andar também haverá espaço para as oficinas de xilogravura e contações de histórias. “Também criamos um espaço, com uma parede imantada, com elementos das iluminogravuras que as crianças vão poder montar”, disse a curadora.

A partir de agosto, o público poderá ter um contato mais próximo com o Movimento Armorial, com uma programação paralela à exposição: haverá uma aula espetaculosa apresentada pelo filho de Suassuna, Manuel Dantas Suassuna, bate-papos e uma série de espetáculos musicais. Além disso, haverá um tour virtual pela exposição, com duas horas de música armorial, por meio do acesso ao QRCode que estará localizado em alguns lugares da mostra. Também está sendo disponibilizada uma playlist no Spotify do Banco do Brasil.

A curadora Denise Mattar e a coordenadora geral Regina Rosa de Godoy da Mostra Movimento Armorial 50 anos, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB. – Rovena Rosa/Agência Brasil

“A exposição fica fixa até setembro e, além dela, temos eventos complementares: cinco encontros para a música e também temos as conversas que vão versar sobre artes plásticas, música, teatro e dança e vai mostrar essa efervescência cultural”, disse a coordenadora geral da mostra, Regina Godoy, em entrevista à Agência Brasil.

A expectativa é que cerca de 17 mil pessoas visitem esse ambiente de realidade virtual, que estará aberto ao público todas as sextas, sábados e domingos até setembro.

Mais informações sobre a exposição podem ser obtidas no site do CCBB.

Fonte: Agência Brasil

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