França tira 31 mil de área de incêndio; Reino Unido aguarda calor recorde

O governo britânico decretou emergência nacional e, pela primeira vez, emitiu um alerta de calor “extremo” – uma precaução a mais durante a onda de calor...

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Por Agência Estado

Autoridades da França ordenaram nesta segunda, 18, a retirada de 31 mil pessoas de áreas de incêndio causados pela onda de calor na região de Gironde. Enquanto o País de Gales registrou a temperatura mais quente da história, a Inglaterra se prepara para um recorde prevista para hoje, quando os termômetros devem superar os 40°C – muito acima da marca de 38,7°C registrada em 2019.

O governo britânico decretou emergência nacional e, pela primeira vez, emitiu um alerta de calor “extremo” – uma precaução a mais durante a onda de calor que vem atingindo a Europa. Apenas em Portugal e Espanha, a estimativa é de que mil pessoas tenham morrido em decorrência do calor.

Poucos países europeus, porém, estão tão mal preparados para altas temperaturas quanto o Reino Unido. Segundo o Departamento de Energia, apenas 5% das casas do país têm ar-condicionado, a maioria portáteis. As residências, em vez disso, são tradicionalmente construídas para reter calor.

Costume

“Somos um país dominado pelo aquecimento, não um país preocupado com o frio, não com o calor”, disse Tadj Oreszczyn, professor de meio ambiente do University College London Energy Institute. “Não projetamos nossas casas para lidar com o aquecimento. Projetamos nossas residências para nos mantermos aquecidos.”

Ontem, os serviços de trem foram cancelados ou passaram a funcionar em velocidade reduzida por temor de que o calor pudesse causar instabilidade nos trilhos. A alta temperatura causou uma rachadura na pista do aeroporto de Luton, em Londres. Vários voos foram cancelados.

A onda de calor afetou até a cerimônia de troca da guarda no Palácio de Buckingham, que foi encurtada. De acordo com um porta-voz do Exército britânico, até o fim da semana os guardas terão um esquema especial com hidratação constante e tarefas reduzidas.

Na França, a situação mais grave é em Bordeaux, maior cidade da região da Gironde. Cerca de 1,7 mil bombeiros estão combatendo incêndios que já queimaram 150 quilômetros quadrados de florestas. O zoológico da Baía de Arcachon, ao sul de Bordeaux, tenta retirar 800 animais que correm risco de inalar fumaça tóxica produzida pelo fogo.

Impacto

Em Paris, autoridades municipais incentivaram moradores e turistas a usarem um site dedicado a encontrar mais de 900 “ilhas de frescor”, que incluem parques urbanos, cemitérios, piscinas e museus.

Na Itália, onde a temperatura ultrapassou os 40°C, a colheita de tomate foi antecipada em razão do calor. “A produção inevitavelmente diminuirá”, disse o agrônomo Lorenzo Bazzana. “Algumas variedades que amadurecem mais tarde serão ainda mais afetadas.”

A onda de calor também agravou a seca em partes de Espanha, França, Portugal, e Itália, que permanecem em estado de emergência. Na Alemanha, um relatório do governo, publicado ontem, estimou que o impacto do calor, da seca e das inundações, entre 2000 e 2021, foi de 145 bilhões de euros. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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