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Economia

Dólar volta a subir acima dos R$ 4 antes de PIB/EUA e monitora ruídos políticos

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O dólar opera em alta e acima dos R$ 4,00 no mercado doméstico nesta quarta-feira, 30. Os ajustes no câmbio local estão em sintonia com os leves ganhos exibidos pela moeda americana em relação ao peso chileno (+0,16%) e o peso mexicano (+0,11%), após informações sobre um possível atraso na assinatura da chamada “fase 1” do acordo comercial entre Estados Unidos e China. A Reuters noticiou na terça-feira, 29, que esse acordo comercial preliminar sino-americano pode não ficar pronto a tempo de ser assinado no Chile, em meados de novembro, como era esperado, segundo um funcionário do governo americano.

Os investidores operam também em compasso de espera do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre (9h30) e as decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Copom, a serem anunciadas na tarde desta quarta.

O mercado mantém a precificação majoritária de corte de 0,50 ponto porcentual da Selic, para 5% ao ano e de 0,25 ponto nas taxas dos Fed funds. Para a economia americana, é esperada uma desaceleração do crescimento anualizado para 1,6% na primeira leitura do PIB, ante o avanço de 2% registrado no segundo trimestre.

As rolagens de contratos cambiais ajudam na volatilidade do dólar, nesta véspera de definição da última Ptax de outubro, amanhã. A liquidez ainda é bem reduzida e estão no radar dos agentes financeiros os ruídos políticos envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, que está na Arábia Saudita.

O economista Homero Guizzo, da Guide Investimentos, diz que o mercado aguarda o PIB dos EUA, enquanto monitora a cena política.

Há expectativas se haverá desdobramentos no Supremo Tribunal Federal da reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, ontem, sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, que envolve o nome do presidente Jair Bolsonaro. O JN divulgou que Élcio Queiroz – um dos suspeitos de envolvimento no crime – foi ao condomínio no dia da morte de Marielle e falou ao porteiro que iria na casa 58, de Bolsonaro. O porteiro, segundo a reportagem, interfonou e foi atendido pelo “seu Jair”. Ao entrar com o carro no local, Élcio teria se dirigido a outra casa, de número 66, de Ronnie Lessa, outro suspeito de envolvimento no assassinato. Jair Bolsonaro estava em Brasília naquela noite. A citação de Bolsonaro poderá levar a investigação do caso Marielle ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro por prerrogativa de função.

No mercado à vista, às 9h23, o dólar subia 0,17%, aos R$ 4,0091. O dólar futuro de novembro estava em alta de 0,25%, a R$ 4,009.


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