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Morte de Cristiane Teixeira: Conforme delegado, motorista não acionou o socorro e fugiu do local

A mulher, que estava trabalhando com entregas, deixa cinco filhos ...

Publicado em

Por Fábio Wronski

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Na manhã desta quarta-feira (13), o delegado Fernando Zamoner deu maiores detalhes sobre a investigação da morte de Cristiane Pereira Teixeira. Ela faleceu em um acidente de trânsito na rodovia PRc-467, no último sábado (09).

A motociclista trabalhava com entregas quando foi atingida violentamente na traseira por um veículo Cruze. O impacto foi tão grande que a moto foi jogada por cima da barreira de proteção, parando no outro lado da rodovia.

O automóvel teve o eixo dianteiro esquerdo arrancado, sendo que foi abandonado a aproximadamente 100 metros do local da batida.

Ontem, terça-feira (12), o condutor do carro se apresentou à Polícia Civil onde prestou depoimento. O advogado relatou que teria fugido do local com medo de ser agredido por populares e familiares.

Conforme o delegado, o rapaz alegou em juízo que estava saindo do trabalho e indo para casa quando o acidente veio a ocorrer. Ele relatou à Polícia Civil que a motociclista teria realizado uma manobra brusca à esquerda e a moto estaria com a lanterna traseira queimada.

Zamoner destacou que, apesar do motorista ter relatado que estava na velocidade permitida, ele acredita que a velocidade do carro era bem superior, principalmente em razão dos grandes danos na moto.

Em qualquer via de trânsito, quem segue atrás, conforme o delegado, é responsável por ter o cuidado com os veículos que estão à frente, se precavendo de qualquer manobra que venha a resultar numa colisão.

Então, o fato de ser uma colisão traseira, as questões mesmo que se comprovadas todas as regularidades, não eximem o motorista de uma responsabilidade pelo acidente.

O Delegado também destacou que não foi o motorista que acionou o Corpo de Bombeiros e muito menos prestou os primeiros atendimentos à vítima. O rapaz teria pego alguns objetos que estavam no carro e fugido pela via marginal.

Ele também teria alegado que estava sendo ameaçado, por isto, fugiu com medo, porém, as testemunhas destacaram que toda a atenção estava focada no resgate à vítima e não em ameaçar o homem.

Prisão

O Delegado também destacou que não compete mais à Polícia Civil solicitar a prisão do motorista, pois a lei não dá embasamento para a solicitação de um mandado de prisão.

Esta questão deverá, agora, ser analisada pelo Ministério Público, porém, possivelmente, o homem deverá responder o processo em liberdade.

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