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Mais um que volta à cena do crime – por Caio Gottlieb

Mais um que volta à cena do crime – por Caio Gottlieb

Homem forte do MDB da Bahia, ele foi o grande destaque na última sexta-feira (1°) em evento do partido em Salvador para o lançamento da candidatura...

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Por Caio Gottlieb

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Mais um que volta à cena do crime – por Caio Gottlieb

Protagonista de um dos flagrantes mais emblemáticos da crônica de falcatruas que mancham a vida pública nacional, Geddel Vieira de Lima reapareceu gloriosamente nos palcos da política.

Homem forte do MDB da Bahia, ele foi o grande destaque na última sexta-feira (1°) em evento do partido em Salvador para o lançamento da candidatura do correligionário Geraldo Junior a vice-governador na chapa encabeçada por Jerônimo Rodrigues, do PT.

Em discurso inflamado, o ex-deputado federal declarou apoio entusiasmado a Lula, de quem foi ministro, ressaltando ter tido a “honra e o privilégio” de servir o petista, e plagiou a frase famosa de Zagallo para esbravejar que “os adversários vão ter de me engolir!”

Exaltado, ele ainda disse não reconhecer em seu estado, e nem no Brasil, ninguém com autoridade política ou moral para apontar o dedo para o calvário que tem enfrentado.

Geddel foi preso em 2017 na operação em que a Polícia Federal encontrou 51 milhões de reais em um apartamento na capital baiana vinculado a ele.

Foi a maior apreensão de grana viva da história do Brasil.

Julgado culpado por lavagem de dinheiro, Geddel, juntamente com seu irmão, o ex-deputado Lício Vieira, foi condenado pelo STF em 2019 a mais de 13 anos de prisão e vinha cumprindo a sentença em regime domiciliar até que, em fevereiro último, foi agraciado pelo ministro Edson Fachin com o benefício da liberdade condicional.

Solto sem nem ter completado dois anos de pena, o ex-ministro compõe, ao lado das fotos da dinheirama dentro de caixas e malas esparramadas em seu bunker, um dos retratos mais eloquentes da impunidade que protege os ricos e poderosos deste país.

Pelo menos, Geddel teve a coragem de assumir que a bufunfa (de origem nunca explicada) era dele mesmo, e não, como sempre diz em casos similares aquele seu grande ídolo e líder, de um amigo.

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