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Custo da Educação sobe 3,61% no IPCA-15 e geram o maior impacto em fevereiro

Conforme o instituto, o IPCA-15 registrou alta de 0,22% em fevereiro, após ter avançado 0,71% em janeiro. A taxa foi o menor resultado para o mês...

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Por Agência Estado

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Os reajustes das mensalidades escolares em fevereiro foram o vilão da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15). As despesas com Educação subiram 3,61%, maior contribuição de grupo no índice do mês, o equivalente a 0,23 ponto porcentual. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o instituto, o IPCA-15 registrou alta de 0,22% em fevereiro, após ter avançado 0,71% em janeiro. A taxa foi o menor resultado para o mês desde o início do Plano Real.

No mês de fevereiro de 2019, o IPCA-15 tinha sido de 0,34%. Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses passou de 4,34% em janeiro para 4,21% em fevereiro, informou o IBGE.

O resultado de 0,22% em fevereiro ficou levemente abaixo da mediana, de 0,23%, que foi calculada a partir do intervalo de estimativas (0,13% e 0,30%) captadas pelo Projeções Broadcast.

Com o resultado agora anunciado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 0,93% no ano de 2020.

Entre os gastos com Educação, os cursos regulares ficaram 4,36% mais caros em fevereiro, item de maior impacto individual no IPCA-15, o equivalente a 0,20 ponto porcentual. Já os cursos diversos subiram 2,71%, contribuindo com 0,02 ponto porcentual.

Transportes

O gasto das famílias com Transportes subiu 0,20% em fevereiro, depois de uma alta de 0,92% em janeiro, segundo a inflação medida pelo IPCA-15.

Os combustíveis passaram de uma elevação de preços de 2,96% em janeiro para aumento de 0,49%. Em fevereiro, a gasolina subiu 0,21%, enquanto o etanol aumentou 2,69% e o óleo diesel avançou 0,04%.

Na direção oposta, as passagens aéreas recuaram 6,68%, maior contribuição negativa para a inflação do mês, -0,05 ponto porcentual.

As tarifas dos ônibus urbanos subiram 0,79% em fevereiro, em decorrência de reajustes em Brasília e São Paulo. O táxi aumentou 0,30%, devido a um reajuste médio de 2,20% nas tarifas praticadas no Rio de Janeiro em 2 de janeiro. As passagens dos ônibus intermunicipais aumentaram 2,04%, com reajustes em Salvador, São Paulo e Belo Horizonte.

Habitação

As famílias brasileiras gastaram 0,07% a mais com Habitação em fevereiro, dentro do IPCA-15.

A energia elétrica ficou 0,12% mais barata, devido à mudança de bandeira tarifária. Em janeiro, estava em vigor a bandeira amarela, que adiciona R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em fevereiro, passou a vigorar a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz.

Por outro lado, houve alta de 0,28% no gás encanado e aumento de 0,02% na taxa de água e esgoto.

Grupos em deflação

Três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no IPCA-15 registraram deflação em fevereiro, o IBGE.

As quedas mais acentuadas ocorreram nos grupos Vestuário (-0,83%) e Saúde e Cuidados Pessoais (-0,29%), ambos com impacto de -0,04 ponto porcentual cada um no índice do mês.

Além disso, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,10%, contribuindo com -0,02 ponto porcentual.

No grupo Vestuário, houve quedas nos preços das roupas masculinas (-1,39%), roupas femininas (-0,83%) e roupas infantis (-0,71%). As joias e bijuterias (0,64%) tiveram alta pelo oitavo mês consecutivo.

Em Saúde e Cuidados Pessoais, a redução foi puxada por itens de higiene pessoal (-1,71%), como perfumes (-5,06%) e produtos para pele (-1,30%). Por outro lado, o maior impacto positivo no grupo foi do plano de saúde (0,60%), que contribuiu com 0,02 ponto porcentual no IPCA-15 do mês.

Em Alimentação e Bebidas, a queda no preço das carnes em fevereiro foi o principal fator de desaceleração da inflação medida pelo IPCA-15. As carnes, que tinham subido 4,83% em janeiro, ficaram 5,04% mais baratas em fevereiro, item de maior impacto negativo no IPCA-15, uma contribuição de -0,13 ponto porcentual.

Como consequência, o grupo Alimentação e Bebidas passou de uma alta de 1,83% em janeiro para uma queda de 0,10% em fevereiro, uma contribuição de -0,02 ponto porcentual no IPCA-15 deste mês. Por outro lado, as famílias pagaram mais pelo tomate (28,96%) e pela batata-inglesa (5,23%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,38% em fevereiro, após um avanço de 0,99% em janeiro. Em fevereiro, o lanche teve recuo de 0,25%, mas a refeição fora de casa aumentou 0,66%.

Demais grupos

Além dos grupos já citados, o IPCA-15 captou altas nos grupos Artigos de Residência (0,17%), Comunicação (0,02%) e Despesas pessoais (0,31%).

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