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IGP-M acelera a 0,59% em junho e acumula alta de 10,70% em 12 meses, afirma FGV

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou marginalmente de 10,72% para 10,70%, também abaixo da estimativa intermediária do mercado, de 10,83%. No ano de...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a 0,59% em junho, após alta de 0,52% em maio, informou nesta quarta-feira, 29, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de avanço de 0,70%. O levantamento tinha piso de 0,50% e teto de 0,97%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou marginalmente de 10,72% para 10,70%, também abaixo da estimativa intermediária do mercado, de 10,83%. No ano de 2022, o indicador acumula alta de 8,16%.

Nas aberturas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) arrefeceu de 0,45% para 0,30% em junho. O índice de preços no atacado acumula variação de 10,70% em 12 meses. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) avançou de 0,35% para 0,71% na margem, com inflação acumulada de 10,23% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), por fim, subiu de 1,49% para 2,81%, conforme já divulgado pela FGV. A alta acumulada em 12 meses é de 11,75%.

Duas das oito classes de despesa do IPC-M registraram acréscimo em suas taxas de variação em junho. A principal contribuição foi de Habitação (-2,57% para 0,65%), com destaque para a tarifa de eletricidade residencial (-13,71% para -0,34%). O grupo Vestuário (1,20% para 1,52%) também apresentou aceleração, pressionado principalmente por roupas (1,36% para 1,75%).

Na direção oposta, Transportes (1,20% para 0,09%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,00% para 0,64%), Educação, Leitura e Recreação (3,17% para 2,63%), Alimentação (0,87% para 0,74%), Despesas Diversas (0,62% para 0,33%) e Comunicação (-0,23% para -0,49%) registraram alívio da inflação em junho.

Nesses grupos, os itens com maior peso foram etanol (8,14% para -6,25%), medicamentos em geral (2,84% para 0,89%), passagem aérea (18,39% para 13,40%), hortaliças e legumes (-2,26% para -8,39%), serviços bancários (1,02% para 0,25%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,36% para -1,22%).

Influências individuais

Segundo a FGV, os itens que mais contribuíram para o avanço do IPC-M em junho foram passagem aérea (18,39% para 13,40%), leite tipo longa vida (4,55% para 6,13%) e taxa de água e esgoto residencial (1,42% para 2,42%). Plano e seguro de saúde (-0,51% para 0,65%) e condomínio residencial (-2,44% para 1,02%) completam a lista.

Por outro lado, as principais influências individuais de alívio foram etanol (8,14% para -6,25%), tomate (-13,20% para -10,84%) e cenoura (-20,81% para -33,36%), seguidas por batata-inglesa (12,56% para -8,30%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,36 para -1,22%).

IPAS

A queda dos preços ao produtor agropecuário entre maio e junho (de alta 0,16% para -0,61%) puxou o alívio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) do período (0,45% para 0,30%), informou a FGV. O IPA-M industrial acelerou a 0,67% no mês, após aumento de 0,57% na leitura anterior.

A inflação acumulada pelo IPA-M em 12 meses arrefeceu de 10,82% em maio para 10,69% em junho. O alívio foi puxado pelos preços ao produtor industrial, que desaceleraram de 10,41% para 10,12%. O IPA-M agropecuário, por sua vez, avançou de 11,85% para 12,18% nessa base.

Nas aberturas por estágios de processamento, os bens finais subiram de 0,51% em maio para 0,58% em junho, puxados pela aceleração do subgrupo de alimentos in natura (-3,96% para -0,84%). Os bens intermediários arrefeceram de 1,40% para 0,85%, devido a materiais e componentes para a manufatura (0,99% para -0,36%).

As matérias-primas brutas moderaram o ritmo de deflação (-0,58% para -0,52%), puxadas por minério de ferro (-4,71% para -0,32%), milho em grão (-3,62% para -1,21%) e mandioca/aipim (-7,72% para -4,24%). Em contrapartida, ajudaram a manter os preços do grupo em queda soja em grão (1,67% para -0,80%), cana-de-açúcar (3,81% para -0,09%) e suínos (9,70% para -6,26%).

As principais pressões para cima sobre o IPA-M partiram de óleo diesel (3,29% para 6,96%) e leite in natura (7,47% para 4,40%), além de automóveis para passageiros (0,57% para 2,31%), carne de aves (-4,65% para 2,65%) e laminados planos e tubulares de material plástico (4,80% para 4,30%).

Em contrapartida, pressionaram o IPA-M para baixo bovinos (-3,28% para -3,29%), adubos ou fertilizantes (8,59% para -4,94%) e farelo de soja (-7,92% para -4,39%), além da soja em grão (1,67% para -0,80%) e milho em grão (-3,62% para -1,21%).

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